Eu estou lendo o livro Swords & Circuitry: A Designer’s Guide to Computer Role-Playing Games (aguardem uma análise desse livro, farei assim que tiver tempo), e uma parte que chamou a minha atenção é uma que trata da definição de jogador. Ele não é apenas uma pessoa contra quem você está jogando; quando você está jogando um RPG, o outro jogador é a inteligência que toma as decisões do oponente.
Essa visão é importante para percebermos que o jogo não é algo estático, passivo. Um jogo precisa de comunicação, e a relação entro o jogador humano e o jogador digital é semelhante a uma amizade: quanto mais forte, melhor, ocorrem menos enganos, gasta-se menos energia e tempo para se transmitir intenções e pensamentos.
A relação ideal poderia ser representada por essa (belíssima) imagem:

É aquela relação rara: numa amizade “usual”, é aquela na qual você não precisa falar tudo que o outro entende o que você precisa, um olhar pode expressar muito. Também é rara essa relação em jogos – sabem aqueles jogos nos quais você se sente completamente imerso, você simplesmente entra e para de contar os polígonos, os desvios da física e simplesmente faz parte do mundo daquele jogo? Pois é.
