Continuando meus relatos sobre o TDC que ocorreu no sábado retrasado (com algum atraso, é verdade… mas eu tenho de admitir que devo ter feito umas 4 provas na última semana…), vamos dar uma olhada nas outras duas paletras que eu vi:
Palestra 5 – Java na ponta dos dedos: A caneta que roda Java
Palestrante: Dr. Spock [ blog ]
Sinceramente, uma das palestras que me fez babar no evento. Se você não souber o que me dar de natal e for podre de rico, eu aceito isso como presente:
Sério. Trata-se de uma pequena caneta que possui uma máquina virtual Java (e que por isso foi destaque no último JavaOne) e que, portanto, pode receber pequenos programas escritos em Java Me utilizando a API fornecida pelos desenvolvedores. É uma caneta esferográfica com um pequeno sensor de infravermelho na ponta e um gravador.
Funciona assim: ela vem junto com um caderno que a caneta reconhece, e cada ponto do caderno é diferente, assim, quando o infravermelho passa pelas páginas, a caneta sabe em que página está, e em que parte da página ela se encontra.
Desta maneira, você pode começar uma gravação e ir escrevendo no seu caderno. A caneta grava e associa com o que você está escrevendo e mais tarde, ao “clicar” com a caneta sobre partes das suas anotações, você pode ouvir o que estava sendo dito quando você escreveu aquilo. E isso é apenas a função com a qual ela vem – lembre-se que ela possui uma máquina virtual Java, o que permita que você escreva seus próprios programas para ela.
Dois programas “demo” inclusos são o “teclado virtual”: de acordo com as instruções da caneta, você desenha um teclado no caderno e, ao passar com a caneta sobre ele, a caneta emite um som, como se você estivesse tocando um teclado. O outro demo é um pequeno tradutor: você escreve a palavra em inglês e pede para que ela seja traduzida e a caneta “fala” a tradução.
Virou um sonho de consumo, mas infelizmente ela custa 150~200 dólares, e isso nos EUA…
Paletra 6: O mundo Java ME
Palestrante: Bruno Ghisi / GUJava [ blog ]
Essa é uma palestra que eu queria ver, especialmente por me sentir mais “em casa”, já que o Bruno também estuda na UFSC.
Eu já o “conhecia” de tê-lo visto escrever artigos para a Mundo Java junto com o Lucas Torri. Confesso que senti uma certa “invejinha” dos dois, já que eles sabem muito mais de Java e já fizeram coisas relevantes para a comunidade, mas tudo bem, é uma invejinha saudável
Mas estou divagando…
O foco da palestra do Bruno não foi apenas falar sobre Java Me, mas sim contrapor uma afirmativa feita há algum tempo, de que o Java Me estaria fadado a desaparecer porque, com o avanço dos celulares, eles estariam passando a rodar Java Se ao invés de Java Me.
Não apenas o número de celulares mais simples que rodam Java Me é absurdamente maior do que o número de celulares smartphones – algo como mais de 2 bilhões de celulares pelo mundo, mas não são apenas os celulares que utilizam Java Me.
Da mesma maneira que os celulares estão evoluindo, outros dispositivos também estão, e aparelhos que outrora só rodavam programas em Assembly ou, no máximo, em C, agora começam a utilizar máquinas virtuais Java.
Ou seja, Java Me não está desaparecendo. Muito pelo contrário: agora ela se encontra no topo, já que nunca se usou tanto Java Me como agora.
Um exemplo óbvio é a caneta logo ali em cima, da outra palestra, que roda Java Me.
Moral da história: sim, ainda vale à pena aprender e desenvolver para Java Me. Diga-se de passagem, vale muito à pena!
Ué, e não eram 8 palestras, Cindy?
Eram, mas eu acabei de chegar de viagem e estou cansada. Ou seja, daqui a alguns dias eu coloco um resuminho sobre as outras duas palestras.
Para quem quiser, já disponibilizaram no site do evento os downloads das apresentações (em pdf/pps).


