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	<title>Disk Chocolate</title>
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	<description>Entregamos o melhor chocolate</description>
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		<title>A Internet E O Espaço Em Branco</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 16:29:13 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[vida pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[Dizem que as redes sociais, como Twitter e Facebook, e os sites &#8220;engraçadinhos&#8221; como o 9gag e o não salvo, são grandes vilões da produtividade. Dizem que as pessoas ficam viciadas, que isso atrapalha seu trabalho, etc. Eu pensava, que besteira. Imagina, vício? E apertava j para ir para a próxima notícia do meu leitor [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dizem que as redes sociais, como Twitter e Facebook, e os sites &#8220;engraçadinhos&#8221; como o 9gag e o não salvo, são grandes vilões da produtividade. Dizem que as pessoas ficam viciadas, que isso atrapalha seu trabalho, etc.</p>
<p>Eu pensava, que besteira. Imagina, vício? E apertava j para ir para a próxima notícia do meu leitor de feeds, enquanto ia na outra aba digitar um tweet.</p>
<p>Porque, oras, eu não deixava de &#8220;produzir&#8221; por causa das redes sociais. Quando eu tinha de fazer algo, geralmente não eram as redes sociais que me impediam. Quando estou conversando com meus amigos, geralmente só puxo o celular para pesquisar algo na internet e acabar com uma discussão.</p>
<p>Afinal, eu uso a internet e suas redes sociais como uma jovem conectada, para fugir do tédio: estou com preguiça? 9gag. Na fila? Olho o twitter. Esperando alguém chegar ou a comida ser entregue? Deixe-me dar uma olhadinha no meu facebook. Assim, só preenchia meu espaço ocioso, meu espaço em branco, com essas pílulas de internet. Nenhum mal nisso, certo?</p>
<p>Era o que eu acreditava.</p>
<p>Até começar a observar a importância desse &#8220;espaço em branco&#8221;, desse tempo sem fazer nada, de apenas estar em um lugar e absorver o que está acontecendo. Precisamos desse ócio, desse tempo, para sermos criativos, para nos sentirmos livres, para nutrirmos pensamentos que às vezes não tem espaço em nossas vidas atribuladas. Quando estamos focados demais em saber a última novidade, a última piada, nós acabamos perdendo a chance de pensar em algumas coisas realmente importantes. E mal nos damos conta disso porque esses pensamentos às vezes ocorrem em nossas mentes de maneira quase inconsciente.</p>
<p>Talvez isso fique mais claro se você imaginar quantas idéias ou pensamentos complexos lhe vieram com facilidade durante o banho, enquanto dirigia para algum lugar, ou talvez de noite, com a cabeça no travesseiro esperando o sono chegar.</p>
<p>Mesmo tendo percebido isso, não é nada fácil lidar contra essa grande onda de informações. Até porque, há muito de proveitoso na internet: muitas coisas que para mim eram inimagináveis, que pareciam distantes, agora eu posso encontrar com o toque de algumas teclas: sobre literatura, sobre fotografia, sobre aquela dúvida estranha que surgiu no meio de uma discussão. A questão, então, não é que a internet é algo a ser evitado, mas que precisa ser controlado. E por ser algo tão recente, nós somos a geração que tem de aprender a lidar com isso. Nos últimos anos, várias pessoas tem percebido essa característica viciante da internet, e tentado encontrar uma maneira de lidar com isso.</p>
<p>A questão é que esse é um equilíbrio bem mais difícil de encontrar do que com outras &#8220;drogas viciantes&#8221;:  precisamos da internet para nos comunicar, para encontrar informações sobre o que nos interessa. Como saber quando passamos da linha? Como saber quando é o tempo de sair um pouco da frente do computador e ir caminhar um pouco para deixar seu cérebro trabalhar em paz e talvez encontrar uma solução para um problema, uma idéia nova, talvez apenas pensar um pouco na vida e o que você espera?</p>
<p>Estou atrás desse equilíbrio mas, olha, vou contar para vocês&#8230; não é nada fácil. Afinal, para que pensar na vida quando tem tanta piada legal no 9gag, não é mesmo?</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Seumas McNally, Oito Anos Depois [Quarta-Feira Indie Revival]</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 14:42:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, amiguinhos. Esse é um artigo que eu havia escrito para o Continue, para a coluna quarta-feira indie. Só que o site fechou, saiu do ar e eu não queria que o texto se perdesse para sempre no limbo da internet. Então&#8230;   Por coincidência, hoje é quarta-feira :p &#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211; Hoje é sexta-feira, dia 21 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Olá, amiguinhos. Esse é um artigo que eu havia escrito para o Continue, para a coluna quarta-feira indie. Só que o site fechou, saiu do ar e eu não queria que o texto se perdesse para sempre no limbo da internet. Então&#8230; <img src='http://diskchocolate.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' />  </em></p>
<p><em>Por coincidência, hoje é quarta-feira :p</em></p>
<p>&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8212;&#8211;</p>
<p align="justify"><img class="aligncenter size-full wp-image-1648" title="Seumas McNally" src="http://diskchocolate.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/seumasmcnally.jpg" alt="Seumas McNally" width="550" height="205" /></p>
<p align="justify">Hoje é sexta-feira, dia 21 de março. Não é dia de quarta-feira indie, por isso alguns talvez estranhem essa coluna por aqui. Mas eu achei que colocar este artigo em qualquer outro dia talvez não fosse o mais apropriado.</p>
<p align="justify">Há oito anos, uma pessoa que começava a fazer alguma diferença no mundo dos jogos indie partiu deste mundo. Seu nome? Seumas McNally, o rapaz que passou a dar o nome ao grande prêmio do <a title="IGF" href="http://www.igf.com/" target="_blank">IGF</a>. Muitos fãs de jogos independentes já se acostumaram a ver esse nome na lista de premiações do IGF, e a verem a explicação do porquê do nome como &#8220;o nome de alguém que havia ganhado o prêmio e morrera logo depois&#8221;. E o conhecimento da maioria das pessoas acaba por aí, e a impressão que fica é de que &#8220;ah, ele fazia jogos, morreu, e colocaram nome dele no prêmio por pena/consideração&#8221;.</p>
<p align="justify">Não é bem assim.</p>
<p align="justify">Seumas é uma dessas pessoas que, se estivesse viva, provavelmente estaria trabalhando em algum grande estúdio, se quisesse. Ele não era apenas mais um cara fazendo jogos, ele era alguém que, pouco tempo depois de aprender a programar em C, já estava fazendo jogos impressionantes.</p>
<p align="justify">O que eu gostaria com o artigo de hoje seria pintar uma imagem razoável desta pessoa, para que ele deixasse de ser apenas &#8220;o nome de um grande prêmio&#8221;.</p>
<p align="justify">Eu não sei como foi sua infância, eu não sei o que o levou a se tornar o tipo de pessoa que ele era. Mas eu sei que ele era um batalhador. Eu não precisei conhecê-lo para saber disso, não quando os fatos falam por si só: ele era programador há cerca de três anos, e mais ou menos na mesma época ele foi diagnosticado com <a title="Linfoma de Hodgkin" href="http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?id=458" target="_blank">Linfoma de Hodgkin</a>.</p>
<p align="justify">Receber um diagnóstico de câncer aos dezoito anos e saber lidar com isso certamente não é para qualquer um.</p>
<p align="justify">Por algum motivo, até ler a respeito de Seumas, eu imaginava que ele tivesse morrido em um acidente de carro. Para mim, era uma alternativa bem mais óbvia do que imaginar um rapaz tão jovem fazendo tudo o que ele fez enquanto lidava com uma doença tão séria.</p>
<p align="justify">Eu fico imaginando se, por conta desse diagnóstico, a família de Seumas resolveu que iria dar o maior apoio que fosse possível ao seu filho, sob todos os aspectos, ou se eles iriam dar esse apoio de qualquer maneira. Os pais e o irmão de Seumas o apoiaram a tal ponto que o pai de Jim o ajudou no level design de <a title="Tread Marks" href="http://en.wikipedia.org/wiki/Tread_Marks" target="_blank">Tread Marks</a>, o famoso jogo que ganhou o grande prêmio do IGF de 2000, sua mãe, Wendy, fez alguns dos modelos e arte do jogo, e seu irmão, Philippe, fez a maioria dos modelos e texturas.</p>
<p align="justify">Tread Marks foi o último jogo lançado pelo time McNally, e ganhou três prêmios no IGF: melhor jogo, excelência técnica, e melhor game design. Se mesmo hoje jogos independentes que sejam 3D e realmente bem feitos são um marco impressionante, o que poderíamos dizer sobre um jogo multiplayer de tanques há oito anos? Com direito a terrenos afetados pelos bombadeios dos tanques, o jogo era visualmente impressionante. E programado em C com OpenGL, nada das facilidades de um Irrlicht, um Ogre3D ou mesmo um programa completo como o 3D GameStudio.</p>
<p align="justify">E Tread Marks foi o terceiro jogo comercial finalizado pelo estúdio <a title="LDA" href="http://www.ldagames.com/" target="_blank">LDA</a> - Longbow Digital Arts -, empresa constituída pela família McNally e que iniciou suas atividades em 1998. Antes dele veio DX-Ball 2, um jogo que se tornou referência nos jogos estilo &#8220;breakout&#8221; independentes, e Tiger&#8217;s Bane, uma mistura de shot-em-up e estratégia. Além de um screensaver, Particle Fire. E, em memória de Seumas, sua família fez um pequeno conto infantil, Norupa&#8217;s Lizard.</p>
<div id="attachment_1649" class="wp-caption aligncenter" style="width: 410px"><img class="size-full wp-image-1649" title="Tread_Marks_boxart" src="http://diskchocolate.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/Tread_Marks_boxart.png" alt="" width="400" height="480" /><p class="wp-caption-text">&quot;pôster&quot; de Tread Marks, que informa sobre os prêmios recebidos</p></div>
<p align="justify"> A empresa ainda existe, contando com os três membros da família de McNally e outras duas pessoas, e a <a title="página de Seumas" href="http://www.ldagames.com/seumas/" target="_blank">página de Seumas</a> no site da empresa permanece inalterada.</p>
<p align="justify">Se você ler a respeito dele em qualquer lugar, você vai descobrir como ele era o tipo de pessoa que você gostaria de ter conhecido: ele não apenas inteligente o suficiente para fazer um jogo bom depois de apenas três anos de conhecimento de C e OpenGL, ele também sabia a importância de compartilhar seu conhecimento, sendo uma presença constante em fóruns e listas de discussão de gamedev e de programação, como o <a title="gamedev.net" href="http://www.gamedev.net/" target="_blank">gamedev.net</a>. E ele não apenas estava lá, como se dispunha a colaborar com muitas das pessoas que vinham em busca de ajuda, explicando em bom inglês sobre coisas como programação e contagem de polígonos, além de dar exemplos em código.</p>
<p align="justify">Quantas pessoas você conhece que, mesmo sendo super atarefadas por estarem aprendendo algo e gerenciando uma empresa iniciante, ainda conseguem tempo para tirarem dúvidas alheias e ainda responder todos os seus e-mails? Quantas pessoas que você conhece são tão&#8230; humildes?</p>
<p align="justify">Ao se olhar a biografia de Seumas, tem-se a impressão de que é possível enxergar como ele lidava com a doença. Algumas pessoas se desperam de um diagnóstico como esse, desistem das coisas. Outras decidem viver como se não houvesse amanhã. Seumas parece ter decidido que iria fazer o que realmente gostava, que era fazer jogos. E que iria compartilhar seu conhecimento com todos que o buscassem, para ajudar aqueles que tinham o mesmo sonho que ele.</p>
<p align="justify">Ao olhar isso, parece ainda mais óbvia a escolha de Seumas para dar nome ao grande prêmio do IGF: ele não era apenas um programador, um desenvolvedor. Era alguém profundamente apaixonado por fazer jogos, uma vocação tão inata que se destacou nele quando ele recebeu um diagnóstico que o fez escolher o que era realmente importante para ele. Ele continuou fazendo jogos não porque aquilo lhe daria dinheiro, ou fama, ou por se tratar de um passatempo, mas porque aquela era a paixão da sua vida.</p>
<div align="center"><img alt="" /></p>
<div id="attachment_1650" class="wp-caption aligncenter" style="width: 510px"><img class="size-full wp-image-1650" title="mcnally_carmack" src="http://diskchocolate.com/blog/wp-content/uploads/2012/01/mcnally_carmack.jpg" alt="" width="500" height="500" /><p class="wp-caption-text">Seumas e John Carmack, da ID Software, quando ambos se conheceram graças a um pedido de Seumas para a fundação Starlight.</p></div>
</div>
<p align="justify">O nome de Seumas não deve ser lembrado como o de alguém que morreu de maneira trágica, ou que desenvolveu um bom jogo, mas como alguém que deveria servir de inspiração. Para quem também desenvolve jogos, para quem tem de lidar com uma doença tão difícil, não importa: Seumas serviu de exemplo para ambos.</p>
<p align="justify">Eu tenho uma paixão por jogos, embora isso normalmente não se demonstre ficando horas programando e aprendendo sobre isso. Mas, para mim, Seumas McNally se tornou um exemplo. Um nome que significa alguma coisa.</p>
<p align="justify">Há cerca de um ano, uma pessoa que era muito importante para mim também morreu de câncer. Eu ainda não &#8220;superei&#8221;, não aprendi a lidar com isso. Mas a história de Seumas, de alguma maneira, ilumina meu coração nesse aspecto. É quase engraçado pensar em como a biografia de uma pessoa que eu nunca conheci pode fazer alguma diferença na minha vida.</p>
<p align="justify">Então, hoje, façam algo em memória de Seumas. Joguem um jogo independente que vocês nunca jogaram, ajudem alguém que precisa de ajuda em alguma área que você entende, ou simplesmente vá abraçar alguém que é importante para você. Corra atrás de seus sonhos, com todas as suas forças.</p>
<p align="justify">E assim termina meu último artigo para a quarta-feira indie. Sim, eu não vou mais escrever para o Continue, e essa coluna provavelmente irá se tornar a coluna com a maior rotatividade de editores do blog, mas o que se pode fazer, não é mesmo? Não estou saindo por nenhuma intriga, por nenhum lance de novela, não se preocupem: apenas me dei conta de que estou no 3o ano da faculdade, minhas tarefas estão cada vez mais puxadas, e há tanta coisa na minha vida que está ficando realmente difícil garantir um bom artigo para o Continue toda quarta-feira.</p>
<p align="justify">Mas, se o Fábio deixar, quem sabe eu não apareço aqui de novo em uma Discussão de Fim-de-semana, não é mesmo? <img src='http://diskchocolate.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_wink.gif' alt=';)' class='wp-smiley' /> </p>
<p align="justify">Adorei os comentários, o apoio. Fiquem na paz.</p>
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		<title>Sobre o Preço da Paixão</title>
		<link>http://diskchocolate.com/blog/2012/01/13/sobre-o-preco-da-paixao/</link>
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		<pubDate>Sat, 14 Jan 2012 02:14:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Bah, que título bonito, ein? Mas vou te contar uma coisa que as pessoas normalmente esquecem: tudo tem um preço. É fácil ver o preço quando ele está ali, na etiqueta, bonitinho, em uma moeda que nós compreendemos e podemos comparar. Mas não é só esse tipo de preço que existe: existem as cobranças de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Bah, que título bonito, ein?</p>
<p>Mas vou te contar uma coisa que as pessoas normalmente esquecem: tudo tem um preço. É fácil ver o preço quando ele está ali, na etiqueta, bonitinho, em uma moeda que nós compreendemos e podemos comparar. Mas não é só esse tipo de preço que existe: existem as cobranças de tempo, de atenção, de afeto, de confiança.</p>
<p>Até os nossos sonhos tem um preço. E, por tudo o que se fala em livros de auto-ajuda sobre seguir os seus sonhos, é um pouco surpreendente perceber o quanta as pessoas relutam em pagar o preço de seus sonhos.</p>
<p>Por exemplo, hoje eu li um texto que começava falando de uma menina que resolveu que não queria ter um trabalho de escritório, ficou na universidade fazendo um phD, foram anos felizes da vida dela&#8230; até que ela se formou, a crise chegou e ela não conseguiu um emprego. Ficou angustiada, voltou a morar com os pais, ficou triste. Sentiu-se &#8220;traída&#8221;.</p>
<p>Poxa, mas ela não estava seguindo seus sonhos?</p>
<p>Por que ela se sentiu &#8220;traída&#8221;? Se o objetivo dela não era conseguir um emprego normal, quadradão, porque seu mundo pareceu desmoronar quando ela se deu conta de que o mundo não liga muito para os seus sonhos e continua a girar e girar e girar&#8230; ?</p>
<p>A vida é uma grande filha da puta, e em um senso cósmico, a coisa mais linda. Você pode escolher um caminho normal, conhecido, e ter uma expectativa razoável do que esperar. Mas se o que você quer não está em um caminho já demarcado, você não pode entrar numa mata virgem e esperar plaquinhas informando &#8220;fonte de água potável a 1km&#8221;, &#8220;cuidado: feras selvagens&#8221;, pode?</p>
<p>Se você reparar em qualquer história de uma personalidade famosa, dessas que marcaram época, se não todas, mas 99,9% dessas pessoas beijaram a lona para chegar onde chegaram. E, na maioria dos casos, mais de uma vez. É o preço que se paga: você não pode almejar ir além sem estar disposto a cair na lama, a ficar abaixo de seus amigos e colegas no âmbito financeiro, até mesmo no âmbito emocional.</p>
<p>É o preço que se paga: a incerteza, o medo, o desamparo, as tentativas frustradas até se conseguir o que se quer.</p>
<p>É muito bonito falar tudo isso, e as pessoas sempre falam como admiram essas pessoas persistentes, que continuaram a seguir seus sonhos mesmo na adversidade &#8211; as mesmas pessoas que se recusam a procurar um novo trabalho, ou abrem mão de coisas realmente importantes em sua vida para trabalhar mais algumas horas e poder pagar o cursinho de inglês dos filhos.</p>
<p>Eu não quero ser assim, eu luto muitos dias para tentar sair das minhas zonas de conforto para procurar meus sonhos, para tentar ir um pouco além da onde eu estou. E, olha, é difícil prá caralho. &#8220;Zona de conforto&#8221; não tem esse nome à toa, e vou confessar que a minha é muito, muito confortável.</p>
<p>Mas quando eu penso em onde eu quero estar no futuro, quando eu penso no tipo de pessoa que eu sou e que eu quero ser&#8230; eu vejo que o jeito é continuar tentando. E todo dia eu percebo que paixão tem um preço, e ela cobra em prestações diárias&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Quando Nada Importa</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Jan 2012 14:11:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[vida pessoal]]></category>

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		<description><![CDATA[OK, ao dizer &#8220;nada importa&#8221;, é melhor eu especificar e dizer que é claro que eu me importo com meus pais e meu namorado, que eu espero ter sempre comida e um teto para morar, e que eu e as pessoas que eu amo sempre tenham saúde. Mas não é desse &#8220;importar&#8221; que eu quero [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>OK, ao dizer &#8220;nada importa&#8221;, é melhor eu especificar e dizer que é claro que eu me importo com meus pais e meu namorado, que eu espero ter sempre comida e um teto para morar, e que eu e as pessoas que eu amo sempre tenham saúde.</p>
<p>Mas não é desse &#8220;importar&#8221; que eu quero falar.</p>
<p>Eu quero falar daquele &#8220;importar&#8221; que te dá o tesão para sair da cama de manhã. Aquela vontade de fazer algo, realizar, construir.</p>
<p>Eu gosto de me ver como uma artista, uma escritora. Mas um escritor deve ter uma história para contar, não é mesmo? Um tema que lhe afete tanto, que lhe diga tanto, que ele não pode resistir a colocar suas emoções no papel.</p>
<p>Talvez o motivo para eu não estar conseguindo escrever, não estar conseguindo atualizar o blog ou fazer qualquer projeto é que, simplesmente&#8230; eu não me importo. Eu me sento diante da tela e eu tenho idéias, eu tenho histórias&#8230; eu tenho dezenas de idéias e histórias que poderiam se transformar em bons contos, talvez até mesmo em bons livros.</p>
<p>Mas eu não me importo.</p>
<p>Será possível encontrar algo com que eu me importe? De verdade? Uma chama, às vezes branda, às vezes esplêndida, mas que jamais se apague dentro de mim? Se ela existe, ela deve estar dentro de mim, então porque não consigo encontrá-la?</p>
<p>Será por isso que as pessoas saem em jornadas pessoais, vão ao Tibet, dão a volta ao mundo, ajudam causas sociais, fazem trabalhos voluntários&#8230;? Porque, quando você deixa de se preocupar tanto com sua própria sobrevivência, porque já está em um patamar seguro, um emprego e um relacionamento estáveis, às vezes você se dá conta de que precisa de algo que o impulsione, que o leve adiante?</p>
<p>Se é isso, pelos céus, por que eu estou tendo essa crise dos 30 anos aos 24?</p>
<p>Ironicamente, escrever essa desabafo, colocar em palavras esse desalento que me aflige há tanto tempo&#8230; isso importou. Ainda que só um pouco, só por alguns minutos.</p>
<p>Esse desalento, na realidade, talvez seja o que me leva a verificar os sites tantas vezes por dia &#8211; como se uma vã esperança, tola e sem fundamento, me levasse a buscar&#8230; talvez naquela notícia, naquela imagem, naquele vídeo&#8230; eu encontre algo que importe. Encontro risos, e às vezes frustração, indignação&#8230; mas só.</p>
<p>Tenho essa sensação há anos, às vezes ela aparece mais forte, às vezes quase me esqueço dela. Eu me pergunto se algum dia eu irei superar isto&#8230;?</p>
<p>Mas, paremos por aqui, e amanhã eu digo que são os hormônio, é só uma fase, todo mundo tem seus dias de desânimo&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Sobre Ter Muitos Hobbies</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Jan 2012 18:24:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[vida pessoal]]></category>
		<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem convive comigo já sabe que eu tenho um sério problema: seja pelo meu déficit de atenção, pela minha personalidade ou qualquer outra coisa, eu tenho a tendência a começar mil hobbies novos e abandoná-los em seguida. Ao ponto de isso ter se transformado em um meme pessoal entre alguns amigos, que dizem que eu [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem convive comigo já sabe que eu tenho um sério problema: seja pelo meu déficit de atenção, pela minha personalidade ou qualquer outra coisa, eu tenho a tendência a começar mil hobbies novos e abandoná-los em seguida. Ao ponto de isso ter se transformado em um meme pessoal entre alguns amigos, que dizem que eu vou fazer aulas de dança porque vi um filme sobre dança, aprender sobre jardinagem porque vi um jardim bonito, fazer Parkour porque vi Mirror&#8217;s Edge&#8230;</p>
<p>Aliás, recentemente eu fiz uma viagem para Gramado, e vi uma demonstração de um rapaz trabalhando com cristais e fiquei pensando em como seria legal aprender a fazer isso e&#8230;</p>
<p>&#8230;bom, acho que vocês entenderam a situação.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 419px"><a title="Insetos no Copo-De-Leite por miwi.girl, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/miwi/6654294371/"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7163/6654294371_e5ba72d8ee.jpg" alt="Insetos no Copo-De-Leite" width="409" height="500" /></a><p class="wp-caption-text">Jogo Pokémon Snap, fico querendo tirar fotos de insetos...</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por um lado, eu acho isso muito bom: como alguém que pretende trabalhar em áreas criativas, é muito interessante ter pelo menos um pouco de conhecimento sobre as mais diversas áreas.</p>
<p>Por outro lado, aprender a fazer algo BEM requer um longo período de dedicação, o que é difícil de conseguir se você está sempre começando coisas novas.</p>
<p>Mas, para a minha sorte, eu quero me especializar na arte de escrever, contar histórias. Então, eu sempre posso roubar e escrever sobre meus hobbies e dizer que estou treinando minhas artes literárias <img src='http://diskchocolate.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_biggrin.gif' alt=':D' class='wp-smiley' />  O que não deixa de ser verdade, já que momento o que eu realmente preciso é criar e manter o hábito de escrever todos os dias, e escrever sobre o que eu gosto de fazer pode me ajudar com isso.</p>
<p>Por exemplo, deixe-me contar sobre o meu &#8220;novo velho hobby&#8221;: fotografar. Digo &#8220;novo velho&#8221; porque, embora eu esteja retomando isso agora, eu sempre gostei de tirar fotos, mas nunca aprendi como tirar fotos decentes. Agora eu finalmente tenho acesso a uma câmera com controles manuais, uma máquina que minha mãe comprou para ela, e voltei a me empolgar.</p>
<p>O maior problema é que eu não sou mais uma criança inocente, e hoje em dia eu tenho noção do que são boas fotos, assim como eu tenho noção de que eu não tiro boas fotos. Sério, era muito bom ser criança e apenas tirar fotos e fotos sem me preocupar com os milhões de defeitos das fotos resultantes.</p>
<p>Senso crítico é a maior praga da vida adulta. Ano passado eu fiquei um bom tempo sem conseguir escrever porque saber que eu não estava escrevendo textos que atendiam ao meu padrão me paralisava de tanta frustração. É uma grande jornada até você entender que precisa praticar e praticar antes de conseguir resultados que realmente me satisfaçam &#8211; é o caminho que os escritores que eu admiro percorreram, e é o caminho que eu também vou ter de percorrer se algum dia eu quiser me respeitar como escritora.</p>
<div class="wp-caption alignnone" style="width: 510px"><a title="Ave Roubando Chuchu por miwi.girl, no Flickr" href="http://www.flickr.com/photos/miwi/6660096101/"><img src="http://farm8.staticflickr.com/7013/6660096101_d32f3079da.jpg" alt="Ave Roubando Chuchu" width="500" height="375" /></a><p class="wp-caption-text">Quer dizer, eu gosto dessa foto do Jacu, mas sei que não é uma foto excelente. Mas por quê?</p></div>
<p>&nbsp;</p>
<p>Por exemplo, a foto acima, tirada de um Jacu que veio nos visitar aqui em casa: eu gosto de algumas coisas nela, como a pose do pássaro, prestes a pular da cerca e ir embora, mas tenho a sensação (certeza) de que essa é, visivelmente, uma foto &#8220;não-profissional&#8221;, embora eu não saiba dizer o porquê disso. Quer dizer, é claro que a foto ficaria melhor se tivesse sido tirada com um equipamento profissional, mas eu também sei que a maior parte da &#8220;culpa&#8221; é minha.</p>
<p>É esse nível que incomoda: aquele nível em que você começa a ter uma visão crítica, mas ainda não sabe como levar o seu trabalho até aquilo que você considera algo &#8220;profissional&#8221;.</p>
<p>Acho que a única solução é continuar escrever e fotografando e lendo, lendo e lendo muito sobre esses assuntos (no caso da literatura, especialmente ler ficção de qualidade) para, quem sabe, um dia voltar a sentir aquele orgulho bobo que eu sentia dos meus trabalhos quando era criança e tinha um nível de exigência muito, muito menor. E ter foco.</p>
<p>Agora, com licença que eu acho que está na hora de praticar piano e pesquisar umas receitas para fazer na minha panela nova&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Demon&#8217;s Souls/Dark Souls e a Escolha do Jogador</title>
		<link>http://diskchocolate.com/blog/2011/11/10/demons-soulsdark-souls-e-a-escolha-do-jogador/</link>
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		<pubDate>Fri, 11 Nov 2011 00:09:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Semana passada, minha cópia de Dark Souls finalmente chegou por aqui e eu e meu namorado começamos a jogar, tornando-o um jogo tanto trágico quando cômico: trágico quando eu estou jogando e morrendo, cômico quando eu estou vendo meu namorado morrer. Mas, ao vê-lo jogar, eu comecei a pensar nas quais que eu gosto desse [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Semana passada, minha cópia de Dark Souls finalmente chegou por aqui e eu e meu namorado começamos a jogar, tornando-o um jogo tanto trágico quando cômico: trágico quando eu estou jogando e morrendo, cômico quando eu estou vendo meu namorado morrer.</p>
<p>Mas, ao vê-lo jogar, eu comecei a pensar nas quais que eu gosto desse jogo. Aliás, eu ainda espero fazer um review desse jogo, mas isso vai ter de esperar até pelo menos o meu namorado zerar o jogo (ou eu zerar, mas eu estou bem atrasada em relação a ele). Mas, por hoje, só quero comentar um detalhe muito interessante do jogo: ele é um dos poucos jogos, RPG ou não, que realmente deixa o jogador jogar como quiser.</p>
<p>É um dos poucos jogos que me vem a memória no qual o jogador tem a liberdade de prosseguir no jogo com o seu personagem, sendo jogado do seu jeito. Meu namorado, de armadura pesada e espadas gigantes, tem um estilo de jogo bem diferente do meu, que gosto de lançar magias de fogo e rolar pelo chão com minha armadura super leve. Ele é um especialista em dar backstabs nos inimigos, eu aprendi a correr e a ficar em lugares propícios para jogar magias nos inimigos mais fortes.</p>
<p>Na maioria dos RPGs, você pode escolher entre ser um mago ou um guerreiro ou um arqueiro ou qualquer outra classe disponível, mas usualmente o gameplay muda muito pouco. Em RPGs da era 16bits, mudava o nome do seu golpe na tela de seleção. Em RPGs ocidentais mais recentes como os da série The Elder Scrolls, você muda a distância da qual costuma atacar seus inimigos, e não muito mais do que isso.</p>
<p>Demon&#8217;s Souls e Dark Souls, por outro lado, te OBRIGAM a jogar segundo seu personagem, e ainda tendo de se adaptar às mais diferentes situações &#8211; ontem, quando eu comecei a escrever esse texto, eu estava de armadura leve,  depois fui usar armadura pesada e mais tarde, ao enfrentar um monstro do qual eu tinha de desviar mais rápido, voltei a usar uma armadura leve.</p>
<p>Aliás, falando sobre armadura: o jogo te obrigada a escolher sua armadura não apenas pelos status dela, mas também pelo peso, já que seu personagem se move em diferentes velocidades de acordo com o peso do equipamento: abaixo de 100% do permitido, abaixo de 50% e abaixo de 25%.</p>
<p>Não creio que ele seja o único que leve em consideração questões como peso de equipamento e alcance das armas, mas eu não me lembro de outro jogo no qual isso afete tanto o gameplay quanto em Dark Souls e Demon&#8217;s Souls.</p>
<p>É algo particularmente libertador, jogar algo que não esteja o tempo todo me dizendo &#8220;olha, você precisa jogar DESSE jeito para passar por aqui&#8221;, mas ao invés disso me diz &#8220;olha, eu não me importo com COMO você vai passar aqui, apenas fique realmente bom no que você escolher ser, ok?&#8221;&#8216;.</p>
<p>Para quem ainda não jogou Dark Souls e tem um PS3 ou um XBOX 360: Sério, o que você está esperando?</p>
<p>Para quem jogou Demon&#8217;s Souls e está se perguntando se vale a pena, eu tenho algumas considerações a fazer:</p>
<ol>
<li>O número de mortos por quedas em buracos ridículos caiu drasticamente. Sério, eu tenho cerca de quinze horas de jogo e posso contar nos dedos da mão quantas vezes eu morri por queda, e olha que eu sou quase uma guerreira suicida nesse jogo.</li>
<li>O design dos monstros evoluiu absurdamente. Sério, alguns chefes de Demon&#8217;s Souls eram decepcionantes, como um grande e imenso demônio&#8230; acorrentado. Aqui, eles são enormes, se movem rápido e alguns são LINDOS. E pelo menos um deles você vai ficar com pena de matar. Sério, em alguns casos eu gosto de ficar vendo meu namorado jogar só para poder apreciar o design dos monstros sem medo de morrer nos próximos segundos por ter me distraído.</li>
<li>O jogo não é livre de bugs &#8211; às vezes você vai morrer por conta deles. Mas, de uma maneira geral, eles não são muito frustrantes. Com exceção de quando o jogo resolve ficar a 10 fps no meio de uma luta &#8212; ainda não descobri porque isso ocorre, mas é uma falha bastante irritante, embora razoavelmente rara, do jogo.</li>
</ol>
<div>E, sim, um dos motivos de eu ter demorado para atualizar o blog é que eu estava jogando loucamente Dark Souls desde sexta-feira. Ooops.</div>
<p>&nbsp;</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>A Maturidade dos Desenvolvedores de Jogos</title>
		<link>http://diskchocolate.com/blog/2011/11/02/a-maturidade-dos-desenvolvedores-de-jogos/</link>
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		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 01:22:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Olha, eu acho muito bacana a discussão de &#8220;jogos são arte&#8221;, mas sabe o que eu acho mais relevante hoje em dia? Perguntar quando a indústria vai &#8220;amadurecer&#8221; de vez, finalmente cruzar a barreira da adolescência em direção a vida adulta. Porque, nesse exato momento, eu tenho a impressão de que a indústria está em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olha, eu acho muito bacana a discussão de &#8220;jogos são arte&#8221;, mas sabe o que eu acho mais relevante hoje em dia? Perguntar quando a indústria vai &#8220;amadurecer&#8221; de vez, finalmente cruzar a barreira da adolescência em direção a vida adulta. Porque, nesse exato momento, eu tenho a impressão de que a indústria está em sua fase mais insuportável, aquela adolescência que ainda carrega tantos traços irritantes de uma infância birrenta enquanto já está pedindo as chaves do carro para passar a noite fora.</p>
<p>OK, querem um exemplo? Reviews.</p>
<p>Ou melhor, as reações do público e, pior, as reações dos desenvolvedores a certas reviews.</p>
<p><strong>Um exemplo bastante recente: Cliff Bleszinski, em uma entrevista recente sobre Gears of War 3, falou que as reviews estavam boas, com exceção de alguns haters.</strong></p>
<p>Não, espera.</p>
<p>Deixe-me colocar essa parte da entrevista aqui para vocês não poderem dizer que eu estou mudando o que ele diz:</p>
<blockquote><p><strong>VG247: Were you pleased with the <a href="http://www.vg247.com/2011/09/15/gears-of-war-3-reviews-go-live-every-score-here/">review scores</a> this morning?</strong></p>
<p><strong>Cliff Bleszinski:</strong> Doing great, apart from a couple of haters.</p>
<p><strong>And who are the haters?</strong></p>
<p>A certain <a href="http://www.eurogamer.net/articles/2011-09-14-gears-of-war-3-review" target="_new">gamer of the Euro</a>.</p>
<p><strong>And what was their problem with the game? I haven’t read the review.</strong></p>
<p>You know, I didn’t quite gather it. I don’t want to come across as defensive. How do I phrase this properly? When people rated Gear 2 higher than Gears 3, it kind of upset me because I know Gears 3 is a better game on every level.</p></blockquote>
<p>É, a EuroGamer deu 8 para o jogo, obviamente eles odiaram o jogo, são haters e tem algo contra o Cliff, a empresa na qual ele trabalha ou contra o XBOX 360.</p>
<p>Imaginem vocês na escola, você tirou 9 numa prova e na prova seguinte você tirou 8, e você começa a reclamar que o professor está de birra com você, porque você estudou mais para a segunda prova, ou então que o fulano tirou 9.5 na segunda prova e você sabe que estudou mais do que ele e por isso merecia a mesma nota.</p>
<p>É patético.</p>
<p>Para começo de conversa, essa obsessão com notas.</p>
<p>Olha, vamos deixar uma coisa bem clara: jogos são obras criativas. Como tal, compará-las com base em um único parâmetro é no mínimo limitado e no máximo&#8230; patético.</p>
<p><strong>&#8220;Oh, Mona Lisa merece 10. O Davi de Michelangelo? Ah, esse merece 9.5, eu acho.&#8221;</strong>  E aí começam as rage-wars entre os fãs de Leonardo da Vinci e de Michelangelo. Na verdade, agora que eu citei esse exemplo, eu tenho a impressão de que eles não se davam bem, então talvez eles fizessem esse tipo de comentário com seus grupos para falar mal da obra alheia, mas, enfim.</p>
<p>Eu sei que as notas ajudam a estabelecer um parâmetro, mas isso está completamente distorcido no cenário atual. Para mim, uma nota entre 9.5 e 10 significa &#8220;jogue este jogo, mesmo que você ODEIE este gênero, ele é REALMENTE bom&#8221;. Um FPS com essa nota seria um jogo que talvez até eu devesse jogar, embora eu realmente não curta muito jogos de tiro. Um 8? Significa um jogo muito, muito bom na sua área.</p>
<p><strong>Em qualquer área artística, uma regra que não deveria ser quebrada é &#8220;não comente as reviews que você recebe&#8221;</strong>. Você vai receber, provavelmente, boas e más notas e, tudo bem, o mundo não vai acabar por conta disso.</p>
<p>Já imaginou, no final de uma cerimônia do Oscar, os diretores reclamando que seus filmes não ganharam porque os juízes eram &#8220;haters&#8221;, já que seus filmes eram obviamente superiores? Ou mandando notas de reclamação para as revistas de cinema?</p>
<p>Faz algum tempo, eu vi um blog de reviews de livros independentes. E uma dessas reviews não falava muito bem de um dos livros. E a autora respondeu, dizendo que não entendia as críticas, mas que mimimi, porque as pessoas que deixaram review na Amazon pareciam ter gostado e mimimi. E as pessoas começaram a responder. E a autora, a retrucar. Centenas de comentários depois, eu acho que aquela autora nunca mais vai conseguir um contrato com uma editora, já que a história se espalhou&#8230; bastante rapidamente no meio. <strong>Isso é a marca de que ficar retrucando reviews NÃO é uma prática tolerada no meio literário</strong>.</p>
<p>O mesmo deveria ocorrer no meio dos jogos, mas, aparentemente, é comum vermos desenvolvedores &#8220;chorando&#8221; porque tiraram uma nota inferior a dez.</p>
<p>De novo na EuroGamer, Uncharted 3 ganhou 8. OITO, de novo. A análise está <a href="http://www.eurogamer.net/articles/2011-10-21-uncharted-3-drakes-deception-review">aqui</a>, para quem quiser ler e ver que em nenhum momento o jornalista é deselegante em seu artigo, mas também não deixou de falar o que ele achava do jogo e porque ele achava que ele pecou em alguns aspectos importantes. Um aspecto que levou a essa nota é que o jogo é muito linear, para que o jogo tivesse um efeito bastante cinematográfico. Eu ainda não joguei o 3 mas, tendo jogado o 2, eu não duvido muito dessa afirmação. Aí o desenvolvedor vai lá, <a href="http://www.eurogamer.net/articles/2011-10-28-naughty-dog-lead-game-designer-discusses-uncharted-3-review">e diz que ficou chateado com a review</a>, mimimi, que eles se esforçaram para deixar o jogo bom, para deixar o jogador sempre no controle, blablabla.</p>
<p>Sério, eu entendo que, se você deu seu suor para desenvolver algo legal e alguém acha que o resultado não ficou muito bom, ou acha algo a respeito do jogo que você discorda&#8230; é normal você ficar chateado. O que eu acho difícil de entender é como alguém recebe uma nota boa como 8 e fica tão na defensiva que se sente na obrigação de responder publicamente ao fato.</p>
<p>Querem um exemplo de COMO ser elegante? A Imsomniac recebeu um 4/10 pelo mais recente jogo de Ratchet &amp; Clank. Ela esperneou, disse que o jogo era muito melhor, começou a jogar tomates no reviewer? Não.</p>
<blockquote><p><strong>&#8220;It&#8217;s bound to happen at some point,&#8221; said the studio during our exchange. &#8220;No hard feelings. You backed up [the] score with your thoughts.&#8221;</strong> (via <a href="http://www.destructoid.com/insomniac-responds-to-4-10-all-4-one-review-with-dignity-214151.phtml">Dtoid</a>)</p></blockquote>
<p>Classy.</p>
<p>Talvez eu esteja pegando meio pesado com o Cliff e o desenvolvedor de Uncharted. Já ouvi casos bem piores nesse meio, nem precisam me lembrar do cara que foi demitido do site por ter dado uma review ruim para um jogo que estava patrocinando o site, já ouvi desenvolvedores &#8220;esperneando&#8221; por causa de reviews ruins. Não se foquem tanto nos exemplos que eu dei, eu apenas quero mostrar que, francamente, está na hora de certos desenvolvedores amadurecerem um pouco.</p>
<p>Ironicamente, a maioria dos casos que me vem a cabeça são de desenvolvedores de jogos mainstream que fazem jogos &#8220;adultos&#8221; e &#8220;maduros&#8221; e o exemplo que eu dei é de um jogo &#8220;colorido&#8221; e &#8220;infantil&#8221;.</p>
<p>Já falei que adolescência é uma merda, né?</p>
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		<title>Game Design: Como Apresentar os Controles ao Jogador?</title>
		<link>http://diskchocolate.com/blog/2011/11/01/game-design-como-apresentar-os-controles-ao-jogador/</link>
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		<pubDate>Tue, 01 Nov 2011 20:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[O Mauro Vieira me passou um vídeo que é nada menos que genial, discutindo sobre Megaman, Megaman X e como apresentar os controles do jogo ao jogador sem chamá-lo de retardado, como ocorre com muitos jogos atuais. E isso com uma narração e desenhos histericamente engraçados. Sério, eu sei, eu morro de preguiça de ver [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Mauro Vieira me passou um vídeo que é nada menos que genial, discutindo sobre Megaman, Megaman X e como apresentar os controles do jogo ao jogador sem chamá-lo de retardado, como ocorre com muitos jogos atuais. E isso com uma narração e desenhos histericamente engraçados.</p>
<p>Sério, eu sei, eu morro de preguiça de ver vídeos, e esse aqui tem 20 minutos, mas vale a pena, sério mesmo. E se você começar a assisti-lo, duvido que vá querer parar:</p>
<p><span class="youtube">
<iframe title="YouTube video player" class="youtube-player" type="text/html" width="425" height="355" src="http://www.youtube.com/embed/8FpigqfcvlM?color1=d6d6d6&amp;color2=f0f0f0&amp;border=0&amp;fs=1&amp;hl=en&amp;autoplay=0&amp;showinfo=0&amp;iv_load_policy=3&amp;showsearch=0&amp;rel=1" frameborder="0"></iframe>
</span><p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=8FpigqfcvlM">www.youtube.com/watch?v=8FpigqfcvlM</a></p></p>
<p>Além de me deixar com vontade de ir jogar algum Megaman X, esse vídeo fala sobre algo bem atual: como colocar um bilhão de coisas óbvias para o jogador na tela é uma solução PREGUIÇOSA para apresentar os controles ao jogador. E, pior, que isso é feito de maneira consciente, já que hoje é moda supor que o jogador em questão NUNCA jogou algo e aparentemente não vai supor que, oh, apertar os botões vai fazer você interagir com o ambiente.</p>
<p>Mas, apenas vejam o vídeo, ele apresenta a questão de um jeito mais interessante. :p</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Eu Queria Gostar de Final Fantasy XIII&#8230;</title>
		<link>http://diskchocolate.com/blog/2011/10/29/eu-queria-gostar-de-final-fantasy-xiii/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 19:03:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;quer dizer, eu adoro Final Fantasy: as roupas absurdas, os heróis histéricos querendo salvar o mundo, os summons incríveis, as CGs lindas&#8230; E, com 17 horas de jogo, eu não posso exatamente dizer que eu detesto ou odeio o jogo &#8211; eu normalmente largo os jogos muito, muito antes disso quando eles realmente não me [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;quer dizer, eu adoro Final Fantasy: as roupas absurdas, os heróis histéricos querendo salvar o mundo, os summons incríveis, as CGs lindas&#8230;</p>
<p>E, com 17 horas de jogo, eu não posso exatamente dizer que eu detesto ou odeio o jogo &#8211; eu normalmente largo os jogos muito, muito antes disso quando eles realmente não me interessam.</p>
<p>Uma palavra melhor talvez seja &#8220;decepcionada&#8221;. É como ver que alguém juntou todos os seus ingredientes favoritos, como chocolate, sorvete, calda de chocolate, morango&#8230; e fez um prato que é inferior a soma de seus elementos.</p>
<p>Final Fantasy XIII sofre de um problema sério: aparentemente, seus desenvolvedores não conseguiram chegar a um acordo sobre que tipo de jogo eles queriam fazer. Aparentemente eles quiseram focar na história, ao custo de qualquer coisa que fosse vagamente relacionada ao gênero RPG.</p>
<p>Eu acho que esse é o jogo mais horrendamente linear que eu já joguei nessa geração, pelo menos entre aqueles jogos que são 3D, e até mais do que muitos jogos 2D &#8211; até Donkey Kong Country Returns me deixa escolher de vez em quando qual fase eu vou jogar. E, francamente, isso não seria necessariamente um problema: Uncharted 2 também é super linear e eu me diverti bastante com ele. A diferença é que o gameplay de Uncharted 2 é muito mais dinâmico e interessante do que o de Final Fantasy XIII.</p>
<p>Em Uncharted você está pulando em coisas, escalando, desviando, atacando bandidos quando eles estão olhando para o outro lado&#8230; tudo em uma rota linear.</p>
<p>Em Final Fantasy XIII você está mexendo um pouco o controle analógico e então apertando o X repetidas vezes entre uma cutscene e outra.</p>
<p>Você gosta de conhecer melhor o mundo dos seus personagens quando está jogando um RPG? Final Fantasy XIII não te dá isso.</p>
<p>Você gosta de sair caçando pelo mundo atrás dos melhores equipamentos? Hmmm, não, Final Fantasy XIII também não te dá isso.</p>
<p>Você gosta de combates estratégicos? Hmmm&#8230; não, também não tem isso.</p>
<p>Você gosta de uma história bem escrita? Olha, isso tem&#8230; não, não tem, desculpa.</p>
<div id="attachment_1620" class="wp-caption aligncenter" style="width: 550px"><img class="size-full wp-image-1620" title="Final Fantasy XIII" src="http://diskchocolate.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/FFXIII_Key-Art_02.jpg" alt="" width="540" height="764" /><p class="wp-caption-text">Olha, monstros e inimigos para derrotar e ZZzZZZZZ...</p></div>
<p style="text-align: center;">
<p>Aliás, o sistema de combate merece um parágrafo a parte: ele consegue não ser bom nem para os fãs de RPGs tradicionais, já que ele é muito rápido e não permite que se escolha individualmente a ação de cada personagem, nem agrada os fãs de jogos de aventura, já que praticamente não exige muita habilidade por parte do jogador, já que não é necessário desviar dos inimigos, esperar o momento certo para atacar, etc.</p>
<p>Quando o jogo saiu, os desenvolvedores falaram que o jogo era muito linear porque eles queriam contar a história, para o jogador conhecer os personagens, etc.</p>
<p>Alguém deveria ter dito para eles que, se era essa a idéia, ELES DEVERIAM TER CONTRATADO UM ESCRITOR DECENTE PARA FAZER ESSA MERDA. 17 horas depois e os diálogos nas cutscenes podem ser descritos como: personagens reclamando do seu destino (HOPE, EU ESTOU OLHANDO PARA VOCÊ), ou falando do mundo ao redor, o que deveria levar a história adiante, EXCETO QUE NA MAIOR PARTE DO TEMPO ELES NÃO SÃO CLAROS O SUFICIENTE. Dá para lembrar que o jogador não cresceu naquele mundo, ou que não vai lembrar de algo que foi falado há mais de 10 horas? E que eu estou jogando um jogo, o que quer dizer que eu não estou a fim de ficar lendo o codex para ler coisas simples sobre a história principal?</p>
<p>Muitos disseram que o problema de Final Fantasy XIII foi a linearidade. Discordo. Como já dito, temos Uncharted 2, que é muito, muito linear. Mas ele tem um gameplay interessante e uma história que, embora não vá ganhar nenhum Oscar, pelo menos é coerente e bem mostrada no decorrer do jogo. O mesmo vale para God of War III, embora este não seja um jogo que me agrade muito: ao menos o gameplay é coeso e bem trabalhado dentro do que se espera daquele jogo.</p>
<div id="attachment_1621" class="wp-caption aligncenter" style="width: 539px"><img class="size-full wp-image-1621 " title="Final Fantasy XIII" src="http://diskchocolate.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/Final-Fantasy-XIII-2-1.jpg" alt="" width="529" height="298" /><p class="wp-caption-text">Ainda não sei porque você está sorrindo, Lightning... =/</p></div>
<p>O problema de Final Fantasy XIII é que ele não consegue ser realmente bom em NENHUM aspecto, com exceção talvez dos gráficos (mesmo a trilha sonora, embora boa, é visivelmente inferior aos clássicos dos jogos anteriores). E eu fico especialmente decepcionada porque eu vejo que ele poderia ter sido muito melhor em todos esses aspectos!</p>
<p>Os personagens? São variados, de aparências interessantes, com os mais diferentes motivos para estarem lutando. Tudo isso destruído por diálogos pífios.</p>
<p>O combate? Ele poderia ter sido interessante, mas ele consegue ser menos estratégico do que mesmo os sistemas dos primeiros jogos da série, e menos dinâmico do que o sistema do XII que, para mim ao menos (e isso é assunto controverso), tem um dos sistemas mais legais de toda a série.</p>
<p>O pior é que eu queria gostar desse jogo, eu realmente queria. E, creio eu, não sou a única. Mas, com esse jogo, a Square-Enix conseguiu um feito realmente difícil: decepcionar uma parcela muito, muito grande de seus fãs: aqueles que gostam de história interessantes sendo bem contadas, aqueles que gostam de um sistema de combate razoavelmente complexo, aqueles que gostam de explorar um mundo&#8230;</p>
<p>Eu acho que essa foi a experiência mais decepcionante dessa geração, para mim.</p>
<p>E vocês? Aproveitem para contar suas decepções com jogos que vocês esperavam muito.</p>
<p>Falando nisso, logo lança o jogo novo do Sonic, e eu realmente gostei da demo&#8230; estou com medo de ter outra decepção. Mas já não espero muita coisa da Sega. Enfim.</p>
<p>(ainda assim, eu provavelmente vou terminar o jogo, uma hora. Por causa da Lightning, a única personagem que eu gostei muito)</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Bundle de Jogos Indie &#8220;Pague o Quanto Quiser&#8221; &#8211; Indie Royale</title>
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		<pubDate>Thu, 27 Oct 2011 17:00:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Cindy Dalfovo</dc:creator>
				<category><![CDATA[videogame]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá, amiguinhos gamers. Depois do sucesso do Humble Indie Bundle (já falei dele pela primeira vez no ano passado, aqui), outros iniciativas do gênero surgiram. A mais recente, e que está ocorrendo agora, é o Indie Royale. Ao contrário do Humble Indie Bundle, não é exatamente &#8220;Pague o Quanto Quiser&#8221;, mas pague pelo menos um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Olá, amiguinhos gamers. Depois do sucesso do Humble Indie Bundle (já falei dele pela primeira vez no ano passado, <a href="http://diskchocolate.com/blog/2010/05/05/humilde-pacote-de-jogos-indie-que-cabe-no-seu-bolso/">aqui</a>), outros iniciativas do gênero surgiram.</p>
<p>A mais recente, e que está ocorrendo agora, é o<a href="http://www.indieroyale.com/"> Indie Royale</a>. Ao contrário do Humble Indie Bundle, não é exatamente &#8220;Pague o Quanto Quiser&#8221;, mas pague pelo menos um preço mínimo, que vai subindo conforme os bundles vão sendo vendidos. Ontem ele estava em cerca de 2, 3 dólares, e hoje ele passou dos 5 dólares:</p>
<p><a href="http://www.indieroyale.com/"><img class="aligncenter size-medium wp-image-1609" title="Indie Royale" src="http://diskchocolate.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/indie_royale-300x177.jpg" alt="" width="300" height="177" /></a></p>
<p>São quatro jogos:</p>
<ol>
<li><strong>Nimbus</strong>, um jogo que foi bem elogiado na época em que apareceu no Steam</li>
<li><strong>Gemini Rue</strong>, um adventure no qual eu estava de olho há um tempo e nem tinha percebido que já havia sido lançado</li>
<li><strong>Sanctum</strong>, um&#8230; FPS Tower Defense</li>
<li><strong>A.R.E.S</strong>, um jogo de plataforma 2D com belíssimos gráficos</li>
</ol>
<p>Eu vou confessar que eu comprei o meu e fui pão-dura, paguei só 6 dólares, mas eu comprei praticamente pelo Gemini Rue e aceitei o restante como bônus :p</p>
<p>Para mim, as estrelas do pacote são o Gemini Rue e o Nimbus mesmo, e aparentemente as reviews concordam comigo:</p>
<div>
<ol>
<li>Metacritic atual de<strong> Gemini Rue</strong>: <a href="http://www.metacritic.com/game/pc/gemini-rue">82</a></li>
<li>Metacritic atual de <strong>Nimbus</strong>: <a href="http://www.metacritic.com/game/pc/nimbus">80</a></li>
<li>Metacritic atual de <strong>Sanctum</strong>: <a href="http://www.metacritic.com/game/pc/sanctum-2011">70</a></li>
<li>Metacritic atual de <strong>A.R.E.S. Extinction Agenda</strong>: <a href="http://www.metacritic.com/game/pc/ares-extinction-agenda">68</a></li>
</ol>
</div>
<div>
<p>Ah, e o pacote inclui chaves para ativação dos jogos no Steam! No momento eles estão com problemas para gerar as chaves, mas eles já prometeram resolver e enviar as chaves quando o problema for resolvido.</p>
<p>De uma maneira geral, é um pacote bem variado e pelo menos um desses jogos deve atrair sua atenção, então vá e compre logo o pacote, nem que seja pelo preço mínimo <img src='http://diskchocolate.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>Ah, e a iniciativa tem outros bundles planejados, como vocês podem ver na parte inferior da página:</p>
<div><a href="http://www.indieroyale.com/"><img class="aligncenter size-full wp-image-1611" title="indie_royale_upcoming" src="http://diskchocolate.com/blog/wp-content/uploads/2011/10/indie_royale_upcoming.jpg" alt="" width="504" height="205" /></a></div>
<p>Então, mesmo que vocês não tenham se interessado por nenhum dos jogos desse bundle, se inscrevem na mailing list e fiquem de olho nos próximos bundles &#8211; afinal, esses bundles são uma ótima oportunidade para termos mais jogos legais e diferentes por um preço que realmente cabe no nosso bolso, não? <img src='http://diskchocolate.com/blog/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':)' class='wp-smiley' /> </p>
<p>OK, OK, caso você seja um leitor muito preguiçoso e esteja com preguiça até de clicar nos links do metacritic lá em cima para conhecer melhor os jogos, eu vou deixar alguns vídeos aqui para ver se você se anima:</p>
<p><iframe src="http://www.indieroyale.com/media/iframe/511096" frameborder="0" scrolling="no" width="480" height="360"></iframe><br />
<a href="http://www.indiedb.com/games/gemini-rue/videos/gemini-rue-official-trailer">Gemini Rue official trailer &#8211; IndieRoyale</a></p>
<p><iframe src="http://www.indieroyale.com/media/iframe/512709" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="315"></iframe><br />
<a href="http://www.indiedb.com/games/nimbus/videos/nimbus-trailer">Nimbus Trailer &#8211; IndieRoyale</a></p>
<p><iframe src="http://www.indieroyale.com/media/iframe/374312" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="315"></iframe><br />
<a href="http://www.indiedb.com/games/ares/videos/ares-extinction-agenda-launch-trailer">A.R.E.S. : Extinction Agenda Launch Trailer &#8211; IndieRoyale</a></p>
<p><iframe src="http://www.indieroyale.com/media/iframe/306968" frameborder="0" scrolling="no" width="560" height="315"></iframe><br />
<a href="http://www.indiedb.com/games/sanctum/videos/action-trailer">Action Trailer &#8211; IndieRoyale</a></p>
</div>
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