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Heavenly Sword: Usando técnicas de cinema e criando um jogo badass

27 jan

Alguns jogos tem uma verba invejável para serem executados e isso acaba sendo percebido no produto final – e, no caso, de Heavenly Sword, isso é MUITO percebido.

Veja bem, o jogo teve suas cutscenes feitas com a ajuda de motion capture, e o diretor dessa parte é ninguém menos do que Andy Serkis, mais conhecido pelo seu trabalho como o Gollum d’O Senhor Dos Anéis. Ainda contou com três responsáveis pela história, entre eles Rhianna Pratchett, a filha do super escritor Terry Pratchett, e que deu uma entrevista sensacional sobre seu papel no jogo para o Joystiq. Ah, e a música foi tocada pela orquestra filarmônica de Praga. Ou seja, produção digna de um filme de Hollywood.

O resultado disso? Um excelente jogo e praticamente obrigatório para quem tem um PS3 e curte jogos como God of War.


Heavenly Sword

Diz oi para a minha espada, amiguinho.


Entre um filme e um jogo

A história de Heavenly Sword é, em sua maior parte, contada através de cutscenes, uma técnica antiga para contar histórias em jogos de ação. O que não é antigo é a tecnologia utilizada, que deixa as cutscenes realmente… cinematográficas.

Um dos problemas com cutscenes em geral não é o fato de elas serem algo a parte do jogo, mas o fato de, em sua maioria, elas não serem muito boas. Você está lá, empolgado, destruindo seus inimigos, quando de repente aparece aquela cena em CG com personagens de poucos polígonos, má dublagem e uma história meia boca. Aí, realmente, é difícil ser mais anti-climático, né?

Mas em jogos como Heavenly Sword nós temos uma história interessante, com personagens bem construídos – em especial a própria Nariko, a heroína de longos e expressivos cabelos vermelhos, e Bohan, um dos inimigos mais… não sei? Interessantes? Desprezíveis? Detestáveis? Escolha seu adjetivo favorito para dizer que Bohan é um inimigo que você provavelmente não irá se esquecer tão cedo.

Uma boa história depende muito mais da sua execução e detalhamento do que do seu enredo principal, e Heavenly Sword: você talvez tenha lido que se tratava de uma “heroína à la Kratos” que tem uma espada poderosa e que sai matando todo mundo para proteger seu clã e pensa “PFT”. Quer dizer, blablabla, cliché, cliché, cliché. Mas, em sua execução, Heavenly Sword. Não é apenas uma personagem qualquer com uma espada, é a Nariko, a garota mal humorada e excluída socialmente por seu clã. Não é apenas um cara malvado, é o maldito Bohan, um vilão com uma aparência horrenda e que você vai adorar detestar em todo o seu exagero.

Heavenly Sword não tem MUITOS personagens, mas tem BONS personagens. Tem alguns vilões que você vai ter prazer em encher de porrada, e outros que você vai querer dizer “ah, cara, vai embora, eu não quero bater em você, vai embora…”.


Bohan, de Heavenly Sword

Sorria enquanto pode, filho da puta maldito...


Nesse aspecto, Heavenly Sword é a maior prova de que o problema não está nas cutscenes, mas na sua qualidade, e com a tecnologia atual e uma boa verba para investir não há nenhum bom motivo para não contar uma história quase cinematográfica para os jogadores.


Curto, Mas de Coração

Heavenly Sword é curto, mas o carinho dispensado a cada detalhe do jogo é primoroso. Não apenas no jogo em si, mas na quantidade de material extra adicionado ao jogo: há uma variedade enorme de concept arts, dois curtas da série animada que conta um pouca da lenda de Heavenly Sword, e 5 vídeos de Making Ofs, todos destrancáveis obtendo-se Gliphs, que por sua vez são obtidos de acordo com seu desempenho no jogo.

Eu e meu namorado terminamos o jogo com 67 gliphs, insuficientes para destrancar todos os making ofs, então eu me sinto feliz pela existência da internet e pela possibilidade de baixar esse conteúdo, mas se o jogo não fosse emprestado eu provavelmente o começaria de novo no Hell Mode só para poder jogar mais e obter mais Gliphs.

Esse é daqueles jogos que você para e fica admirando… a música orquestrada e épica, as animações primorosas – em especial das mortes sanguinárias e dos pulos da Kai, a amiga maluquinha de Nariko e que é a atiradora do grupo.

A única coisa que eu realmente não gostei foram dos Quicktime Events, especialmente nos chefões. Sério, é ridículo, você está lá, batendo no maldito, e de repente você tem de apertar aqueles botões, e se você erra, além de não tirar vida, O MALDITA AINDA RECUPERA VIDA. Sério, vá se foder, eu acho que é a única coisa que eu realmente achei IDIOTA do jogo. Ainda bem que eu estava jogando com meu namorado e podia jogar o controle para ele, porque senão eu não teria zerado o jogo de raiva dessas partes.  Ainda bem que elas são uma pequena parte do jogo apenas, então não chega a tirar minha boa impressão do jogo.

O meu namorado, por outro lado, um eterno fã de God of War, sentiu falta dos chefões de 30 metros de altura que jogam meteoros na sua direção. Eu prefiro os chefões de tamanho mais “humano” de Heavenly Sword, então eu acho que isso é questão de gosto.

Enfim, conhecer a história de Nariko foi uma experiência curta, mas  certamente memorável.

Alugue, empreste, compre que não está muito caro no eBay… enfim, tente jogar esse jogo, se você curte o estilo e gosta de uma história legal. Você provavelmente não irá se arrepender.


Heavenly Sword - Nariko e Kai

"aposto como eu acerto esses pássaros com minha espada antes de você matá-los com sua arma..."


 

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  1. filonerd

    janeiro 27, 2010 at 1:07 am

    Ta ai um termo que vem sendo usado cada vez mais na industria de videogames: cinematografia. E é muito bom fazerem jogos assim, mas a simplicidade vale muito tambem. Quantos constrastes :P

     
  2. Cindy_Dalfovo

    janeiro 27, 2010 at 1:14 am

    Bom, mas o legal é que a indústria é imensa, né? Dá para ter bastante diversidade :) E quem ganha somos nós, claro xD

     
  3. Rodrigo Monteiro

    janeiro 27, 2010 at 1:16 am

    Esse jogo parece ser legal por ser meio estiloso, mas não tem troféus, e eu sou trophy whore~ :D

     
  4. Cindy_Dalfovo

    janeiro 27, 2010 at 1:20 am

    Whoooore xD
    Se eu tivesse comprado eu te emprestava e tal, até pq ele é bem rápido para zerar… :)
    E detalhe que eu não estou jogando NADA com troféus no momento xD Estava com esse, MGS4 e Folklore…. meu Trophy card estacionou xD

     
  5. filonerd

    janeiro 27, 2010 at 1:22 am

    Certinho. Games para a maioria dos gostos :D

     
  6. Tango (Gustavo V)

    janeiro 27, 2010 at 5:32 pm

    Tive 350 chances de pegar esse jogo no passado, mas sempre optei por um título mais conhecido. Agora fico no arrependimento.

    Pior que acho que nunca mais irei jogá-lo, o volume de jogos hoje em dia requer um dia com 72 horas de duração pra jogar tudo…

     
    • Cindy_Dalfovo

      janeiro 27, 2010 at 5:55 pm

      é, e do jeito que vc é tb fã de troféus, vc sempre vai deixar esse jogo para depois xP uma pena, esse jogo é curtinho ^^" e vale a pena xD

       
      • Tango (Gustavo V)

        janeiro 27, 2010 at 6:03 pm

        Eu não sou "whore hardcore", apesar de batalhar um bocado por troféus.

        Em minha defesa está o fato de que estou jogando pela primeira vez Lost Planet e Modern Warfare 1, justamente por que irei jogar a segunda versão desses jogos (já tenho o MW2). Ambos não têm troféus!

        Quem sabe se Heavenly Sword parir uma continuação eu não jogue o 1 para me preparar para o 2?

         
  7. carol-jp

    janeiro 28, 2010 at 10:59 pm

    O jogo parece interessante, mas confesso que não curto muito jogos com personagens mulheres…

    Errr, não tem troféu?

     
  8. Gustavo Rodrigues

    março 1, 2010 at 5:03 pm

    Ainda não joguei o game, mas estou louco para poder dá uma experimentada nele. Acho muito interessante, e creio que deve ser um jogasso. Vou ver e consigo jogar ele.