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Análise da Primeira Edição Nacional da EDGE

14 jun
EDGE nacional - capa

EDGE nacional - capa

Se você estava vivendo debaixo de uma pedra e não viu em nenhum dos vários blogs que noticiaram a vinda da EDGE para o Brasil… pois é, esse mês saiu a primeira edição nacional da consagrada revista inglesa.

Eu assinei a revista, motivada por dois fatos: a EDGE é uma revista de respeito, então eu estava confiante com essa nova revista, e ao assinar eu paguei cerca de 5 reais por exemplar… contra os 14,90 por edição comprada na banca. Ou seja, se mais do que 4 exemplares forem bons, já é mais negócio do que comprar aquelas que me interessam na banca.

A assinatura atualmente está em cerca de 100 reais – mais barato do que comprar na banca, mas não tão barato quanto na promoção de pré-lançamento. Para quem se interessar em assinar e tiver paciência, fica a dica: assine o newsletter da editora e espere. Não é incomum surgirem boas promoções de assinaturas das revistas da Europa.

Mas, afinal, depois de terminar de ler a primeira edição, eu ainda estou feliz em ter assinado a revista? Sim, estou.

Vou dizer primeiro duas coisas que eu não gostei na revista, e que é uma falha que eu já reparei em outras revistas da editora:

  1. Má distribuição. A revista demorou para chegar, chegou para mim na segunda-feira passada, e nas bancas eu ainda não tinha visto. Não é tão ruim, mas eu moro numa capital.
  2. Matérias sem crédito. Eu gostaria de saber quando estou lendo conteúdo nacional, ou quando estou lendo reviews de uma certa pessoa. Um motivo para querer saber o nome de quem fez a análise: gostar de jogos é algo muito pessoal, e eu posso levar mais em consideração a opinião de alguém que eu já tenha percebido que tem um gosto parecido com o meu. Ainda assim, as análises da revista não são muito “emotivas”, concentrando-se em mostrar pontos fracos e fortes do jogo, então isso é “perdoável”.

O conteúdo em si da revista é excelente, e conta com alguns bons pontos que levam alguém a querer comprar uma revista ao invés de apenas ler na internet, tais como:

  • Nada de detonados. Graças a Deus. Eu não tenho lido outras revistas de games do Brasil, então não sei se as outras também já resolveram abolir essas coisas terríveis e consumidoras de páginas.
  • Artigos de equipes que foram até empresas de jogos e conferiram em primeira mão certas coisas, entrevistaram pessoas. Isso não é coisa que você vê em qualquer site.
  • Conteúdo variado: não é uma revista voltada apenas ao super hardcore que só conhecem a trilogia XBOX360/PS3/PC. Existe conteúdo sobre arcades, sobre portáteis, sobre produção nacional, sobre jogos online. Se te incomoda ter matérias sobre esses assuntos, talvez essa revista não seja para você.
  • Poucos anúncios. Claro, esse tipo de revista costuma ter menos anúncios do que revistas populares, mas é algo que eu fico feliz em ver. E o anúncio da contra capa, sobre o novo capítulo de Ragnarok Online, deixou meu namorado feliz. :p
  • 100 páginas. Eu “devoro” revistas, então ter uma revista que durou mais do que dois dias para ser totalmente lida foi uma grata surpresa. Claro, se você tiver vontade e tempo, você pode lê-la em uma tarde, mas ela facilmente dura uma semana se você tiver pouco tempo.

Uma olhada no sumário da revista:

EDGE - sumário

EDGE - sumário

A revista é dividida basicamente entre três grandes segmentos:

  • Hype - prévias de jogos que estão para chegar.
  • Reviews - análises dos jogos atuais.
  • Start - para mim, é aqui que a revista brilha, pois aqui estão as entrevistas, as análises de mercado… exatamente o tipo de material que demora para ser feito e que precisa de pessoas para irem atrás, perguntarem, irem até as empresas…

O material nacional, com matérias sobre o nosso mercado, atraíram a minha atenção. Eu achei meio “duvidoso” escolher a LevelUp! para a primeira matéria sobre empresas nacionais, mas, enfim… creio que a escolha tenha sido motivada por ela ser uma empresa grande, conhecida e que já se encontra há alguns anos no Brasil.

EDGE - matéria sobre Nintendo DS

EDGE - matéria sobre Nintendo DS

Matérias interessantes dessa edição, na minha opinião:

  • Nintendo ou Nada – falando sobre empresas nacionais que conseguiram desenvolver para o DS e para o Wii, e como a expansão do mercado casual e o custo mais baixo de desenvolvimento para essas plataformas ajudou as desenvolvedoras nacionais a lançarem titulos, citando empresas como a Techfront, Overplay,  Insólita e Tectoy.
  • Entrevista com o criador de PaRappa sobre jogos de ritmo, seu estilo de produção, sua empresa e seu novo jogo.
  • Metal Total, sobre um arcade com robôs. Online. A entrevista é interessante para saber um pouco mais sobre o mercado atual de arcade, e esse é um assunto normalmente ignorado pela mídia especializada. Para os fãs do fliperama, pode ser uma grata surpresa ver algo sobre isso em uma revista – ainda que seja uma única matéria.
  • Artigo sobre a Imagine Cup, a competição de jogos criados em XNA. Acho que ela dispensa apresentações para quem lê esse blog, mas ver esse tipo de iniciativa sendo divulgada é sempre bom, ainda mais que os brasileiros tem feito bonito nas últimas edições da competição.
  • Entrevista com Kyle Gray, criador de Henry Hatsworth (DS). Matéria interessante para quem se interessa por desenvolvimento de jogos, já que ele fala sobre como criou o jogo, sobre a importância de protótipos, etc.
  • Longa matéria sobre Final Fantast XIII, que me fez ter boas expectativas pelo jogo – especialmente por compará-lo diversas vezes a Final Fantasy VII.
  • Na Real, matéria sobre o uso de 3D em jogos, tendências, o que esperar…
  • Continue com Viewtful Joe, uma análise interessante do jogo lançado para GameCube e Playstation 2 – embora eu tenha sentido falta de uma explicação melhor sobre como é o jogo no decorrer da matéria (sensação que se repetiu na matéria sobre Leisure Suit Harry), o que pode deixar pessoas que não jogaram o jogo um pouco confusas. Mas nada que atrapalhe a apreciação da análise de um jogo da geração passada.
  • Making of sobre Leisure Suit Harry, muito interessante ao falar sobre esse importante jogo de point and click que não era nem um pouco politicamente correto. Novamente, senti falta de maiores explicações sobre o jogo, o que pode deixar um pouco confuso quem nunca jogou o jogo, mas a análise do mercado naquela época, impacto do jogo, decadência da Sierra, já tornam a matéria interessante por si só.

Além disso, existem matérias sobre o mercado de assinaturas versus itens-pagos em jogos online, a tendência casual no Japão, middleware… e as matérias sobre jogos. Em especial, as matérias de Hype de Bioshock 2, Mafia II, Star Trek online e God of War III me deixaram ansiosas, e foi bom ver Plants vs Zombies levar 9 – afinal, o jogo é muito bom e foi legal ver que ele não perdeu pontos por ser “casual”.

Aliás, a pequena análise sobre minigames antes da seção de análises foi muito interessante, falando sobre minigames que se encaixam na mecânica do jogo, como ocorre em GTA: Chinatown Wars e Plants vs Zombies.

Em uma ou outra análise daquelas mais curtas eu senti falta de um pouco de explicação sobre como funciona o jogo, mas nada que a internet não resolva – e se teve algo que eu gostei nessa edição foi que ela não tenta lutar contra a internet, mas aproveita para lançar material exclusivo e deixar materiais como detonados para a internet.

No mais, estou satisfeita com a revista – apesar das falhas de distribuição e de que certas matérias poderiam ter sido melhor traduzidas, mas ela ainda é muito boa. Ouvi comentários sobre erros de português, alguns probleminhas de diagramação… olha, eu leio muito rápido e tendo a pular erros mais simples por causa disso, mas não devem ser erros tão grosseiros se eu não parei para olhá-los enquanto lia a revista :p

Ou seja, esperem outra promoção de assinaturas e sejam felizes :) Enquanto isso, economizem os 60 reais da assinatura anual na promoção.

 

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  1. Cobo

    junho 13, 2009 at 10:28 pm

    Nhaaaaaa….como sempre um otimo post
    e uma otima revista, XD, pela contracapa, ahuauhahhua
    ok..brincadeiras a parte, ela me pareceu muito boa amor, vc fez um otimo negocio, xD.
    Te amooooooooooooooooooooo
    muito muito muito

     
  2. Geek Pobre

    junho 13, 2009 at 10:52 pm

    É uma boa revista, recebi a minha a umas 2 semanas…
    E infelizmente as revistas brasileiras ainda tem a mania de colocar detonados dos jogos.
    Algumas fazem coisas bacanas (como a SDP) que coloca vários mapas, explicações detalhadas de partes mais complicadas e dicas, mas no geral é só um monte de páginas que não deveria estar lá.

     
  3. viniciusfs

    junho 14, 2009 at 9:04 am

    Eu vou ficar feliz quando a minha chegar. Moro no Rio de Janeiro, várias bancas em um raio de 5 quadras de casa (são *muitas*) tem a revista a mais de uma semana e eu assinante (otário) até agora nada.

     
  4. André G

    junho 15, 2009 at 2:30 pm

    “Nada de detonados.” Concordo plenamente 100% completamente… hehe

    No geral também gostei da revista, não me arrependi de ter comprado e irei comprar as próximas que sairem, queria assinar mas realmente não é possivel :

     
  5. Gilberto Tensai

    junho 15, 2009 at 5:36 pm

    Muito legal a analise
    Espero pegar essa revista assim que tiver verba rsrsrs

     
  6. Leonardo

    junho 16, 2009 at 2:25 am

    A sua análise me convenceu mesmo a assinar a revista, principalmente pela parte sobre desenvolvimento de jogos no Brasil (também pelo desconto gigante). Eu tenho interesse em algum dia trabalhar na Techfront, já que fica aqui em Curitiba.

     
  7. carol-jp

    julho 21, 2009 at 10:27 pm

    Como eu moro numa roça minhas assinaturas sempre demoram mais um pouco para chegar do que os outros lugares, mas já acostumei com isso. Eu fiquei bem surpresa com a qualidade da revista, tanto pelo capricho como pelo conteúdo.
    Eu assino a NGamer e compro a Nintendo World na banca, e agora asisno a EDGE que tem o conteúdo bem diferente :)

    Não terminei de ler ela toda ainda…
    Acho que único problema que tive com ela até agora foi que a minha chegou rasgada :/ de resto tá ótimo ^^