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Archive for março, 2009

A Semana do Planeta, dia 1: Speeeed bath!

29 mar

 

Como eu falei ontem, vou tentar melhorar alguns hábitos no decorrer dessa semana. O ato de hoje foi bastante simples: cronometrar quanto tempo eu demoro no banho, e tentar tomá-lo o mais rápido possível.

Com a ajuda do meu celular, eu o liguei antes de fechar o box e o parei assim que desliguei o registro e sequei a mão (afinal, colocar a mão molhada no celular provavelmente não seria uma boa idéia). Eu fiz tudo o que precisava fazer, com exceção de lavar o cabelo, já que eu já o tinha lavado ontem (garotos, não se assustem: é normal pessoas de cabelo comprido não o lavarem todos os dias. A bem da verdade, o recomendado é lavar dia sim, dia não, que é o que eu faço. Meu namorado lava todo dia, mas também, demora 30 segundos para passar só o shampoo e ele seca em 15 minutos… :p).

O resultado? Dois minutos e seis segundos. Eu até parei e pensei se não havia pulado nenhuma etapa, mas não. Eu achei bastante rápido, mas eu nunca havia parado para pensar em quanto tempo eu normalmente demoro no banho… mas tenho certeza de que é umas três vezes mais tempo do que isso, já que normalmente eu entro, ligo o chuveiro, espero a temperatura ficar boa, aí eu me lavo e depois fico mais alguns minutos pensando na vida no banheiro. Aliás, eu vivo pensando na vida enquanto tomo banho. Acho que vou começar a evitar devaneios durante o banho.

Pensando agora, acho que a menor parte dos meus banhos consistiam em, efetivamente, tomar o banho.. o resto era ficar esperando a água esquentar, depois ficar olhando o box, ficar enrolando para desligar o chuveiro porque a água está quentinha e quando eu desligar eu vou morrer de frio…

Vou tentar incoporar esse hábito. A conta do gás, de água e o planeta agradecem :)

 

Se Você Quer Ajudar o Planeta…

28 mar

..lembre-se que “A Hora do Planeta” é um ato simbólico, e não vale coisa alguma sem ação, sem conscientização. Lembre-se do Planeta quando for lavar o carro, quando for tomar banho, quando for escolher seu próximo eletrodoméstico.

“A Hora do Planeta” corre o risco de se tornar um grande movimento de hipocrisia em massa, especialmente no Brasil. Há uma falta de vontade, de educação, de bom senso, de enxergar o movimento pelo que ele realmente é: um lembrete, um ato simbólico. Pelo contrário, consigo imaginar alguns milhões de pessoas desligando a luz da sala durante uma hora e acharem que estão realmente ajudando o planeta com esse ato, para logo em seguida tomarem um longo banho.

Há também uma certa “mania” de jogar a batata-quente para os políticos: “desligue as luzes para mostrar aos políticos que você se importa com o planeta, para que eles tomem providências!”. Embora esse ato deseje servir de demonstração para que os governantes assinem o tratado para diminuir a emissão de poluentes, não são os governantes os únicos que devem agir.

Imagino quantas dessas pessoas que tanto reclamam da falta de iniciativa ambiental por parte dos governos escolhe uma geladeira tipo C porque a tipo A, que consome menos energia, está mais cara. Ou que já trocaram todas as lâmpadas da casa por fluorescentes, que já se ofereceram para dar carona a um colega para não irem todos de carro para o trabalho, ou ao menos se esforçam para tomar um banho mais rápido. Que sempre se lembram de separar o lixo entre reciclável e não-reciclável. Enfim, a lista de ações é imensa, e algumas são tão simples, como desligar a torneira enquanto escova os dentes, que você imaginaria que todos fizessem. Mas isso não é verdade.

Por outro lado, a culpa não é toda do povo – nunca é, na realidade. Se ele não é educado, a culpa também é do governo, que não investe em educação. Se mal tem conhecimento do que significa a Hora do Planeta… não percebi muita vontade por parte da mídia em divulgar uma verdadeira conscientização. Vi propagandas com pessoas bonitas em um fundo preto falando sobre o ato simbólico “para salvar o planeta”.  Vi reportagens falando sobre pontos turistícos que teriam suas luzes apagadas. Tudo muito bonito, muito bacana, incentivando você a participar. Mas não a PENSAR sobre isso, a realmente AGIR.

Não que eu seja contra o movimento. Pelo contrário. Mas eu acho que pouco importa se eu vou apagar as luzes ou não. O que importa é aproveitar o momento para discutir, para falar sobre o que nós estamos fazendo. A idéia NÃO é apagar as luzes e aproveitar para fazer algo mais divertido – não queremos milhões de bebês nascendo daqui a nove meses!

Mas pensar é incômodo, agir mais ainda. Não somos educados para isso. Somos “educados” (?) para seguir o hype, surfar na onda. Aliás, reconsidero: agir é fácil, difícil é pensar sobre o que está fazendo. É fácil ir no supermercado e se preocupar apenas em comprar o que está mais barato, o que é mais gostoso, o que é mais saudável, e nem lembrar do impacto das suas compras sobre o planeta.

Eu não quero terminar esse post e pensar “mas, diabos, eu sou MAIS UMA HIPÓCRITA, apenas escrevi e escrevi e… o que eu estou fazendo?”. Então, anuncio aqui um pequeno desafio pessoal: a partir de amanhã até o próximo sábado eu vou fazer “uma semana do planeta”. Vou tentar fazer pelo menos UMA coisa, um ato consciente em favor do planeta a cada dia, e pretendo relatar isso aqui.

(se eu não postar aqui, não se preocupem, posto duas ações no dia seguinte. Vocês sabem como a minha vida é corrida, pode não dar tempo de postar. Mas o que importa é que eu vou fazer algo, mesmo que só relate depois.)

Alguém se dispoe a participar comigo? Se você ler esse texto depois de amanhã, não se preocupe: o que importa é tentar fazer uma semana do planeta e, se você possuir um blog, partilhar suas experiências. Eu iniciaria um meme, mas eu não acho muito bacana “intimar” alguém a participar. Então, deixo apenas um convite em aberto, sem nome escrito, endereçado a qualquer um que ler este blog.

Participe desta pequena jornada.

E agora que é “para fazer acontecer”, quantos estarão comigo? :)

PS: Participaram da hora do planeta? Quantos vocês conhecem que apagaram as luzes e acenderam velas para encher a atmosfera de gás carbônico?

 

[News Flash] Novo Projeto: Nerds no Boteco

23 mar

Há algum tempo eu ando com um dilema cruel: como eu passo bastante tempo no computador, assino algumas centenas de feeds e uso o twitter, eu acabo esbarrando em muitas coisas bacaninhas, como fotos, vídeos e produtos nerds, mas que eu acabo divulgando pouco – no máximo no próprio twitter – porque eu acho que o estilo desse blog nunca foi o de fazer esses "updates rápidos e engraçadinhos". Acabei esbarrando em algo bacana, e que talvez alguns aqui já conheçam: o Tumblr.

Basicamente, com uma extensão como o ShareAHolic se torna bastante fácil enviar coisinhas divertidas para lá, em pouco segundos e com uma rápida descrição. É mais organizado do que deixar tudo jogado no Twitter, e eu não acabo com a fama desse blog de ter praticamente só posts longos. Até porque, como eu encontro várias coisas para compartilhar durante o dia, essas pequenas coisas poderiam acabar ofuscando os meus artigos e tutoriais, o que eu realmente não gostaria que acontecesse.

Então, apresento-lhes o Nerds no Boteco!

Screenshot - Nerds no Boteco

Espero que vocês gostem. :)  Lá não tem espaço para comentários, mas como normalmente os comentários nesse tipo de coisa são algo como "uau, legal!", "quero um desses para mim!", "é muito tempo livre mesmo…", acho que esse espaço não vai fazer tanta falta… xD

Qualquer coisa, me encontrem no Twitter.

Agora, de volta ao trabalho…

 

Trocar de Servidor… again

19 mar

Post super rápido: minha hospedagem vence em maio, e eu estou pensando em sair do Dreamhost. Por quê? Porque agora eu vou ter de pagar 11 dólares por mês, ao invés dos 6 dólares que eu paguei ano passado… e 6 dólares ano passado davam 10 reais, e esse ano… bem, pois é. Digamos que eu não esteja com vontade de pagar mais de 25 reais por mês em hospedagem.

Meu perfil, pelo que eu estava vendo no painel do Dreamhost, é o mais simples possível: cerca de 1.5GGB de transferência mensal, e não sei quantos GB de dados… ele indica 8GB, mas eu acho que a VASTA maioria disso são fotos que eu tinha colocado lá no canto como backup… eu estimo o que eu uso para o blog em cerca de 500MB, 1GB no máááááximo. Então, alguém poderia me indicar um servidor barato e bastante estável, com suporte a php5 e mysql que é o que eu preciso para o WordPress, e que tenha uns 500MB de espaço e uns 3GB de transferência mensal? Se alguém me indicar algo assim por uns 10 reais por mês, eu fico feliz. Sério. Dêem dicas, help people! :3

Eu estou pensando seriamente em voltar para o wordpress.com. Só que eu tenho medo de quebrar meus links. Se eu voltar para lá, os links vão ficar quebrados, não vão? Eu vou permanecer com o domínio diskchocolate.com, e gostaria de mandar o blog com ele, mas eu não sei, será que eu não vou perder visitas? Erros 404 porque o permalink do Diskchocolate.com é diferente do que eu tenho no diskchocolate.wordpress.com?

Ó dúvida cruel…

 

Divulgação: Tutorial Para Criação de Quadrinhos Utilizando Software Livre

19 mar

 

Há algum tempo eu acompanho as tirinhas do Nóis Na Tira - feito por um nerd como nós, todo em software livre. Algumas tirinhas muito boas, como essas abaixo:

Tem a série Headbangers…

O Revolucionário Ochê…

Lino e Wino, porque não poderia faltar a eterna disputa entre Linux e Windows (e a disputa está no lugar certa, em um lugar de humor, e não de discussão séria…)

E uma das minhas séries favoritas, a Papo de Bicho:

Mas não apenas para apresentar o trabalho do Rodrigo Leão que eu criei este post. Foi para divulgar a iniciativa dele em criar um pequeno tutorial para criação de quadrinhos usando software livre, que ele postou aqui. É um tutorial curto, simples e muito, muito bem explicado e ilustrado. É ideal para iniciantes que querem editar seus quadrinhos utilizando apenas software livre – nesse caso, especialmente o Gimp e o Inkscape.

A única coisa que eu faria de diferente é que eu costumo colorir usando uma camada para cada cor, mas, enfim, acho que aí vai de cada um, né?

Fica a dica, tanto das tirinhas, quanto do tutorial. E, novamente, parabéns ao Rodrigo pelo tutorial :-)

 

Todo Software Tem Seu Preço

18 mar

Não existe algo como um software completamente "gratuito". Chama-se de gratuito aquele programa que não cobra de seu usuário final nenhum tipo de taxa, mas é óbvio que ele possui custos – para seus desenvolvedores, que gastaram tempo nele e, em alguns casos, para a empresa que financia o projeto. Algumas vezes temos – e mais comumente em projetos web – projetos "freemium", que não cobram nada por funcionalidades básicas e se sustentam pelos "add-ons", suporte especial, etc.

Até aqui, digo apenas o óbvio – mas o óbvio que é muitas vezes esquecido e distorcido nas mais diversas matérias sobre "software livre". Digo isso apenas para levá-los ao próximo passo: software livre não é o comunismo do mundo dos computadores. Não é o nivelamento através do "todos devem ter o que todos podem ter". HÁ uma ideologia, uma filosofia, muito forte na comunidade do software livre, e que é interpretada das mais diversas maneiras por diferentes grupos. Assim como existe uma ideologia muito forte no mundo do software fechado, mas que não chama tanto a atenção por não ser tão utópica.

Não é apenas o "software livre", mas todo o movimento que vem ganhando força no campo do software: é a democracia do software. Software livre implica em liberdade de escolha, de modificações. Os adeptos do software livre adoram falar em liberdade, mas muitas vezes se esquecem que essa liberdade pode implicar em uma escolha diferente da sua – uma pessoa que escolhe Windows pode ser tão livre quanto uma que escolhe Linux. A diferença está na consciência da escolha: enquanto as pessoas usarem Windows simplesmente porque é o que veio na máquina, a única liberdade que elas estarão usando é a de se acomodarem no mais simples.

O que as pessoas ignoram – ou escolhem ignorar – quando travam infindáveis argumentos de "software de código fechado é ruim!", "windows é melhor que linux!" e etc, é que nenhuma dessas questões é tão relevante quanto a democracia propiciada pelo software livre. E nem só pelo software livre, mas por softwares gratuitos, de baixo custo, pelo software "on the cloud".

Há cerca de 20 anos, software era algo caro, e com pouquissimas opções de escolha. Muitos necessidades não eram atendidas por mais do que meia dúzia – ou nem isso – de programas. Nenhum deles se adapta? São muito caros para o seu orçamento? Azar o seu, porque você simplesmente não tinha opções.

Baby Tux

Por que eu uso Linux? Ah, é que o Tux é tão fofinho, poxa…

Recentemente o Meiobit postou sobre uma comparação de perfomance entre o Photoshop e o Gimp – na realidade, era mais uma comparação do Photoshop em diversas super-máquinas, e eles aproveitaram para testar o Gimp também – e na qual o Gimp perdeu. E digo não apenas perdeu no sentido de "nesse mês o Nintendo DS vendeu menos do que o PSP", mas no sentido de que "o WonderSwam vendeu menos em toda a sua vida do que o Game Boy Advance vendeu em um mês". E, sinceramente, alguém se surpreendeu com isso? Sim, o software livre vem avançando bastante, e em algumas áreas já possui competidores que estão no topo do podium, como no caso clássico do Firefox. Mas nós estamos falando do Adobe Photoshop, que custa cerca de 700 dólares sozinho ou 1700 dólares em um pacote com outros softwares da Adobe. Eles não cobram tudo isso apenas pelo nome bacana, mas por conta de toda uma equipe muito bem paga que trabalha para melhorar continuamente seus programas – e eles não podem parar, porque se eles não lançarem mais atualizações, bom, como eles irão arrecadar fundos, não é mesmo?

O que eu não entendo é que a partir disso se estenda uma guerra sagrada – de um lado, os defensores do Gimp, que se recusam a aceitar que o Gimp não, não está no mesmo nível do Photoshop, e do outro lado, os anti-software-livre, "meu deus, é grátis, deve ser ruim…".

Softwares livres como o Gimp, ou mesmo alternativas web de editores de imagens não tem a pretensão de desbancar o Photoshop. A questão é… não faz muitos anos que a ÚNICA opção existente era o Photoshop. Que outro programa de edição de imagens você conhecia? O Paint? E então existiam os profissionais da área, que possuem máquinas super-poderoas e múltiplos monitores de muitas polegadas e que pagavam os 700 dólares de um Photoshop… e existiam os seus priminhos, aquela tia que trabalha com imagens, aquele seu amigo que queria editar uma foto da formatura… que usavam cópias pirateadas do Photoshop. Ou que pagavam os olhos do cara para alguém abrir um arquivo no Photoshop e fazer meia dúzia de modificações simples.

Agora essas pessoas tem a opção de um programa leve, gratuito, e que pode fazer muitas das coisas que antes eram feitas apenas no Photoshop. Eu já usei Photoshop pirata e atualmente uso o Gimp. Não sinto falta de nada do Photoshop no Gimp – claro, sou uma usuária "banana" nessa área, sou completamente incapaz de entender metade das opções disponíveis nesses programas. Mas eu consigo redimensionar, balancear cores e contraste, e fazer algumas montagens simples usando camadas e efeitos de camadas. Para mim, e muitos dos usuários comuns, o Gimp é plenamente suficiente.

Outro exemplo? O BrOffice em relação ao Microsoft Office. Sempre tiveram muito mais opções do que eu jamais irei usar, ambos os programas. Uso o BrOffice e nunca, nunca pensei "ah, isso tem no MS Office e não tem aqui", mesmo tendo usado o MS Office por mais de 10 anos. A mesma comparação vale para o Inkscape x Illustrator, Thunderbird x Outlook.

É claro que você pode decidir pagar 700 dólares no Photoshop se irá usá-lo profissionalmente, ou comprar o pacote Office da Microsoft se ele tiver algo que os outros não possuam, ou pagar a licença do Windows se os programas da sua empresa rodarem apenas em Windows, por exemplo (se bem que, nesse caso, dava para tentar testar com o Wine, não é mesmo?), assim como pode escolher comprar o Maya ao invés de baixar o Blender, e comprar o Adobe Premire Pro ao invés de… ao invés de tentar descobrir alguma alternativa gratuita viável para edição de vídeo (ainda não conheço nenhuma, adoraria que o cinelerra fosse menos zoado, poderia ser uma opção interessante). Mas, aí está a diferença: é uma opção, e não uma imposição feita pela pura falta de escolha.

Você quer um sistema operacional? Você pode pagar pelo Windows, pode pagar por um servidor Red Hat ou Solaris, ou pode usar uma distribuição gratuita, como o Ubuntu, OpenSUSE, Slackware e OpenSolaris.

Você tem uma necessidade especifica X? Você pode procurar em sites como o Freshmeat e ver se existe algum que se adapte ao que você precise.

Freshmeat Logo

A democracia vem não apenas pelo código aberto, mas também pela gratuidade de muitos programas, que possibilitam o acesso a certas funções para pessoas que não teriam como pagar uma licença na casa das centenas de dólares, e também pelos programas que hoje em dia são encontrados nas "nuvens": você pode editar documentos com o Google, pode editar algumas imagens, pode até mesmo programar uma aplicação deixando toda a preocupação com processamento para o servidor. Isso possibilita que pessoas que não podem baixar arquivos ou que não possuem boas máquinas em termos de RAM, processamento ou HD, que usufruam de certas coisas.

Internet e democracia devem andar juntas: ontem a divulgação de informações era quase que totalmente restrita aos grandes meios, hoje muitas informações "quentes" podem ser encontradas nos mais diversos blogs. Isso não quer dizer que a grande mídia vá sumir, ou que ela seja maligna – embora em certos casos ela seja -, mas que hoje em dia é possível escolher da onde você quer suas informações. Quem você quer ouvir, quando, e como. Você pode encontrar um blog que transmita notícias de um jeito mais despojado e mais alinhado com o seu jeito de pensar, o que talvez fosse inconcebível na grande mídia, onde tudo ser pensando "na maioria", porque a minoria não dá dinheiro.

Mas democracia não é sinônimo de "grátis", ou "sem esforços". Muitos pseudo-adeptos-do-software-livre o são apenas por adorarem poder baixar programas gratuitos sem sentirem qualquer peso na consciência. Algumas pessoas tratam o software livre como tratam software pirateado – como algo legal para se baixar rápido, sem esforços, e sem preocupação. Alguns chegam a chiar se algum "software livre" é pago.

Se lançassem um "Gimp Pro", com muitas melhores e com uma interface muito melhor planejada, por 100 dólares, quantos comprariam? Por melhor que esse programa estivesse? Poucos parariam para pensar que esses 100 dólares estariam sendo usados para organizar uma equipe bem coordenada e fazer um desenvolvimento de software completo, com maiores investimentos nas partes de usabilidade e perfomance. Não. A maioria pensaria "porcos malditos, ficaram gananciosos, eu não pago pelo Firefox, porque iria pagar pelo Gimp"?

Mas alguém paga pelo Firefox. Alguém paga pelo Ubuntu. E são os softwares que mais possuem investimento por trás que costumam se destacar – claro, softwares não se fazem sozinhos, e nem sempre você vai conseguir que um programador vire noites atrás de uma solução ótima para um problema de perfomance no programa… de graça. Já não são tantas pessoas dispostas a fazer trabalho voluntário, e menos pessoas ainda estão dispostas a se sacrificarem por causa desse trabalho voluntário. E sem receber nada em troca, porque muitas vezes o reconhecimento dessas pessoas é ínfimo.

Então, lembrem-se: não existe software de graça. Não se concentre nessa palavrinha maldita na próxima vez em que você pensar nas razões pelas quais software livre é legal. OK, você pode baixar de graça, mas se lembre que alguém gastou algo para fazê-lo, em termos de dinheiro e de tempo. Se você achou um projeto underground que te quebrou um tremendo galho, porque não mandar um e-mail para o desenvolvedor? Fazer um tutorial? Ajudar na documentação? Divulgar para seus conhecidos?

Pensem nisso. :-)

 

Olha que Blog Maneiro!

14 mar

Já me indicaram isso há algum tempo, mas eu andava um tanto quanto sem tempo, demorei para postar aqui. Mas, lá vai:Olha que Blog Maneiro! A Carol e o Hunterpiro me indicaram, o que me deixou bem orgulhosa. É bom ver que o pessoal ainda lembra do meu blog, mesmo considerando que eu não o atualizo muito.

As regras são as seguintes:

01. Exiba a imagem do selo “Olha Que Blog Maneiro!” que você acabou de ganhar;
02. Poste o link do blog que te indicou;
03. Indique dez blogs de sua preferência;
04. Avise seus indicados;
05. Publique as regras;
06. Confira se os blogs indicados repassaram o selo e as regras;
07. Envie sua foto ou de um(a) amigo(a) para olhaquemaneiro@gmail.com juntamente com os dez links dos blogs indicados para verificação. Caso os blogs tenham repassado o selo e as regras corretamente, dentro de alguns dias você receberá uma caricatura em P&B.

Eu não vou fazer o número 7 porque, seriously, who cares. Nem o 6. Nem o 4. O 1 eu já fiz. O 2 também. O 5 também. Só falta o número 3! Ah, mas é só um item, vocês não vão se importar se eu deixá-lo para trás, não é mesmo…?

OK, eu ando meio preguiçosa, eu admito 8D Não vou indicar o blog da Carol e do Hunterpiro porque eles já me linkaram, mas saibam que eu amo vocês, okey? 8D

Os meus indicados, em nenhuma ordem em especial:

1) Ponto V

2) Cuba Games

3) Tupinihon (bônus: não deixe de conferir a incrível série "gamedev é…", a mais recente é ótima 8D )

4) Continue

5) Rodrigo Flausino / Select Game

6) The Game Art Lab

7) Game Reporter

8)  GameDevBR

9) Loodo (bônus: Leia este post sobre gamedesign )

10) Blog Gamer Maiden

Isso aí, viva todos vocês! \o/