Veio em
um daqueles newsletter sobre jogos que eu nem lembro mais porque assinei – não que sejam ruins, mas eu ando tão desinteressada no assunto que o que eu tenho feito nos últimos meses consiste em simples olhar o assunto do e-mail e jogar no lixo.
O de hoje, porém, chamou-me o suficiente a atenção para que eu abrisse e fosse conferir. Falava sobre Game Design automatizado… sem saber direito O QUÊ isso queria dizer, abri o e-mail e acabei descobrindo este post.
Trata-se de um experimento que pode trazer resultados interessantes tanto sobre redes neurais quanto sobre a teoria dos jogos.
Busca-se um conjunto de regras que definam jogos divertidos – mas como definir se um jogo é ou não divertido? E como definir essas regras?
Para isso, utilizam-se dois processos de redes neurais: a partir de um número de príncipios básicos (como um cenário que lembra um labirinto, um objeto controlado pelo jogador que se move para quatro lados, elementos estáticos e controlados pelo computador), tenta-se encontrar novos "jogos". Um jogo possível, por exemplo, é o famoso Pac-man.
É como ter "pedacinhos" de jogos – como ingredientes – e juntá-los até formar algo interessante. Juntando alguns ingredientes e cozinhando nós podemos ter deliciosos cupcakes "pacman", mas os mesmos ingredientes podem nos trazer uma infinidade de sobremesas diferentes!
Como definir quais são bons e quais você deve guardar para dar de presente para aquele seu primo insuportável?
Novamente, recorre-se a redes neurais, e um pouco de teoria: um jogo deve possuir uma certa curva de aprendizado – não deve ser muito fácil que você o explore completamente na primeira vez, nem difícil o suficiente para frustrá-lo e reclamar da arbitrariedade das regras do jogo.
Então, coloca-se um programa para jogar de acordo com as regras estabelecidas. Na primeira vez, ele irá jogar de maneira aleatória – como um jogador ganhar jogando de maneira aleatória é algo ruim, atribui-se um reforço negativo caso o programa ganhe o jogo logo na primeira tentativa. Entre reforços positivos e negativos constrói-se uma "curva de saúde", da onde se observa se o jogo é considerado "saudável" ou não.
Mas até que ponto isso é o suficiente para estabelecer regras razoáveis de jogos? Como isso poderia ser aplicado aos jogos eletrônicos?
De certa maneira, talvez já usem isso na prática, para fazer as edições anuais dos jogos de esporte da EA…

crocidb
janeiro 15, 2009 at 8:26 pm
Complexo… mas interessante! :p
crocidb
janeiro 16, 2009 at 2:26 am
Complexo… mas interessante! :p
R_the_alien
janeiro 16, 2009 at 2:57 am
Nossa, você me fez lembrar do sono que sentia durante as aulas de inteligência artificial que tinha na faculdade….
O assunto é realmente muito interessante, mas quase sempre essas “inteligências” podem ser burladas se soubermos o processo que utilizam…
Quanto aos jogos, acho que vale mais a pena pegar meia duzia de pessoas na rua e coloca-las para testar os jogos, além de ter o resultado esperado, ainda vai fazer alguem feliz….ou triste se o jogo for ruim ahuahau
R_the_alien
janeiro 16, 2009 at 8:57 am
Nossa, você me fez lembrar do sono que sentia durante as aulas de inteligência artificial que tinha na faculdade….
O assunto é realmente muito interessante, mas quase sempre essas “inteligências” podem ser burladas se soubermos o processo que utilizam…
Quanto aos jogos, acho que vale mais a pena pegar meia duzia de pessoas na rua e coloca-las para testar os jogos, além de ter o resultado esperado, ainda vai fazer alguem feliz….ou triste se o jogo for ruim ahuahau
Jogos no pc
abril 8, 2009 at 10:53 am
Os jogos de pc hoje em dia parecem todos seguir essa logica… É tudo muito parecido! Po negada, vamo inovar nos jogos né!