Metroid Prime 3: Primeiras Impressões

5 nov

E viva a Cindy sempre atrasada =D Todo mundo esperando Super Mario Galaxy chegar, e só agora Metroid Prime 3 chegou às minhas mãos. Bom, estou melhorando: Resident Evil 4 eu comecei a jogar há poucas semanas, depois de todo mundo e suas mães terem jogado o jogo quando ele foi lançado para o PS2 e para o GameCube…

Eu nem ia comentar nada a respeito do jogo, mas alguns aspectos do jogo me chamaram tanto a atenção que eu resolvi falar um pouco sobre o jogo nesse meu blog.

Há um bom tempo já, fps e tps figuram entre os gêneros de jogos que eu mais abomino – e, infelizmente, um dos gêneros que mais tem recebido títulos de peso nos últimos tempos. Mesmo no computador, atirar com o mouse + teclado consegue me deixar impaciente. E entediada, também.

No PS2, mantive-me distante de jogos de tiro de qualquer maneira, dada a minha aversão aos controles analógicos.

No Wii, as coisas começaram a mudar. Primeiro com Resident Evil 4 que, embora seja um survival horror, tem muito de seu gameplay baseado na sua habilidade de atirar e destruir zumbis.

E, então, com Metroid Prime 3: minha aposta mais alta num jogo que fosse próximo da vertente “fps”… tanto que é considerado um em sites com a ign, embora tenha muito mais elementos de puzzle e dungeons do que a maioria dos jogos do gênero. E um fps sem modo multi-player, em pleno século 21! Mein gott! Ouvi tanto falar, li vídeos, baixei o preview no Wii Shop Channel… diabos, mesmo que fosse para ver que realmente não era a minha praia, eu tive de comprar esse jogo para testar a preciosidade eu mesma.

Comecei a jogá-lo ontem.


O primeiro ponto a me chamar a atenção foi… o menu inicial. Aquela música FANTÁSTICA. Uma das melhores músicas de jogos que eu ouvi em muito tempo, decidamente. Tanto é que acabei indo procurar e achei (ou melhor, um amigo me recomendou, né, Marcelo? xD) a OST do jogo… estou ouvindo a música inicial agora, perfeita.

Embora as músicas do jogo em si até o momento não me fizeram pensar “OMFG, THIS IS SO FUCKING PERFECT” como a de abertura me fez, todas elas são excelentes, bem orquestradas… um dos poucos jogos que eu joguei até hoje cuja trilha sonora foi um fator para que eu me sentisse imersa no jogo. Normalmente eu apenas noto se os efeitos sonoros são bem feitos, se não há uma quebra de ritmo muito forte… mas a trilha sonora de Metroid Prime 3 efetivamente te conquista.

Em termos práticos? Se todo o resto do jogo fosse um lixo, eu daria 5.0 para o jogo somente pela trilha sonora. Eu jogaria um jogo com essa trilha sonora mesmo que fosse Pong! É bom ASSIM!

Eu estou aqui ouvindo a música da tela inicial e efetivamente sentindo vontade de ir lá jogar esse jogo! Ah, se mais jogos tivessem trilhas sonoras dignas de nota como esse jogo… são poucos que eu me lembro agora, como os da série Final Fantasy e Zelda: Ocarina of Time…

O outro ponto que me chamou a atenção foram… os gráficos. Não, não quantos milhões de textura havia em cada personagem, ou se havia serrilhados ou não… embora um bom acabamento vá bem, obrigada, não é isso que me impressiona. Jogar um jogo cujo cenário seja… a 2ª Guerra Mundial, provavelmente não irá me impressionar muito, não importa quantos quinzilhões de texturas existem, quão ausentes sejam os serrilhados, simplesmente porque os cenários, os personagens em si não me impressionem. Diabos, eu já vi tantos filmes sobre guerras, já vi tantas fotos em livros de história… não há pixel que seja mais impressionante do que algo que seja feito da mesma maneira na vida real. Mas eu devo ser uma minoria cada vez menor, visto o sucesso de jogos de guerra ambientados na 2ª Guerra Mundial… :p

Em todo caso, o que me impressiona nos gráficos de Metroid Prime 3 é toda a concepção visual por trás do jogo… os personagens tem um design fantástico! Os efeitos de luz são maravilhosos, assim como aqueles detalhes que grudam a sua atenção na tela da TV, como o visor embaçado de Samus quando se passa por fumaça e jatos quentes, o reflexo do olhar de Samus quando se está no modo scanner ou quando há uma explosão próxima ao seu visor, o design das fases, seja pelos labirintos que se passa quando se está em Morph Ball, seja pelos designs belíssimos dos planetas pelos quais se passa. Os tiros rebatendo, as explosões, as trocas de tiros.. ah, sou uma fã de jogos de luzes, admito!

O jogo tem uma aparência grandiosa; logo ao pousar no primeiro local eu fiquei de boca aberta com o cenário, com o mundo. Foi o que me fez continuar jogando, junto com a trilha sonora – ao menos nos primeiros minutos.

Entendam: eu NUNCA jogo esses jogos de tiro. Eu demorei mais de uma hora para me acostumar com os controles. No início eu parecia… eu parecia… bom, sabe aquele vídeo do cachorro jogando WiiSports? Acho que ele jogaria melhor do que eu estava jogando os primeiros 15 minutos de Metroid Prime 3. Se fosse um jogo feio e de trilha sonora ruim, eu provavelmente já teria me arrependido de tê-lo comprado.

Ainda bem que eu continuei jogando: depois de me acostumar com os controles e parar de atirar nos meus pés, e depois de encontrar os Grapple Beam e Grapple Swing, o jogo se revelou maravilhoso: Inimigos variados, chefões que requerem estratégia e atenção para serem vencidos, não sendo apenas “atira, abaixa, atira, abaixa”, mundos que são verdadeiros labirintos a serem explorados.

Tá, acostumar com os controles, vírgula. Só falta eu aprender a usar o “lock-on” direitinho… eu luto melhor sem usar isso, impressionante, eu viro uma toupeira se travo nos inimigos com Z… mas, tudo bem, eu já aprendi bastante de ontem para hoje, vamos dar tempo a o tempo… xD

Explorar escaneando tudo o que há ao meu redor para recolher extras, derrotar inimigos, aprender a melhor tática para derrotar (ou fugir) dos inimigos… cumprir os objetivos, um a um. Tanto a fazer, e ainda assim, tudo é feito de uma maneira tão… natural! Aqueles jogos que, quando se vê, você já está terminando… “mas, já? Passou tão rápido…”

A mudez de Samus, somente quebrada por seus gritos de dor (prometo me tornar uma jogadora melhor, Samus!), que me lembra um pouco a falta de expressão de Link…

“Nós mandamos outros caçadores de recompensas para fazer essas missões, mas… eles sumiram. Então, hmmm, você vai fazer as missões. De todos eles. Ah, pode começar por essa aqui, é a mais próxima…”

É… como diria o papel de parede que está no meu álbum do Orkut… Never send a man to do a woman’s job.

Bom, essas são as “primeiras impressões”… aguardem algumas “segundas impressões” sobre um dos únicos fps que eu já me interessei até hoje em breve :p

Leave a Reply